Em relação à obstrução do canal lacrimal, é correto afirmar que
- A)a obstrução do tipo congênita é influenciada pelo sexo do paciente.
Errada, porque a obstrução congênita do ducto nasolacrimal não é classicamente influenciada pelo sexo do paciente.
- B)ela tende a desaparecer espontaneamente em recém-nascidos, na maioria dos casos.
Certa, pois a obstrução congênita tende a resolver espontaneamente na maioria dos recém-nascidos.
- C)massagens no canal lacrimal não são indicadas devido ao risco de rompimento dessa estrutura.
Errada, porque a massagem lacrimal é indicada como medida conservadora e pode ajudar na resolução do quadro.
- D)a sondagem lacrimal precoce é indicada quando houver malformações palpebrais.
Errada, porque a sondagem precoce não é a conduta padrão de primeira linha e malformações palpebrais pedem avaliação específica, não essa afirmação genérica.
- E)ela é a causa mais frequente de obstrução congênita.
Errada, porque a obstrução congênita do canal lacrimal é uma das causas mais comuns de epífora em lactentes, não "a causa mais frequente de obstrução congênita".
Gabarito: B
A obstrução do canal lacrimal em recém-nascidos, na maioria das vezes, acontece por uma falha de canalização na porção distal do ducto nasolacrimal, perto da válvula de Hasner. O bebê lacrimeja, pode ter secreção e, em geral, o quadro assusta mais os pais do que ameaça a visão. A boa notícia é que, na maioria dos casos, isso melhora sozinho nos primeiros meses de vida, sem precisar de procedimento invasivo imediato. Por isso, a conduta inicial costuma ser conservadora: higiene local e massagem da região lacrimal, que ajuda a aumentar a pressão no sistema e pode favorecer a abertura da obstrução. Sondagem precoce não é regra para todo mundo, ficando reservada para casos persistentes ou situações selecionadas. Em outras palavras, o canal muitas vezes "desentope" com o tempo e um empurrãozinho bem orientado, não com pressa cirúrgica. O gabarito B está correto porque a obstrução congênita do ducto nasolacrimal tende a desaparecer espontaneamente na maioria dos recém-nascidos. Isso é exatamente o que se cobra em oftalmologia de prova: reconhecer que o problema é comum, benigno e autolimitado na maior parte dos casos.