Paciente do sexo feminino, com trinta anos de idade, sem comprometimento imunológico, chegou ao atendimento hospitalar apresentando erupções cutâneas com bolhas do lado direito do tórax. Ela relatou dor intensa no local, com sensação de ardor, formigamento e agulhadas. Acerca do quadro clínico hipotético precedente, assinale a opção correta.
- A)A nevralgia pós-herpética pode surgir como uma complicação do quadro em apreço.
Correta, porque a neuralgia pós-herpética é uma complicação clássica do herpes zoster e pode persistir após a melhora das lesões.
- B)Como os sintomas apresentados são inespecíficos, é necessária a realização de teste diagnóstico antes da prescrição medicamentosa.
Errada, porque o quadro clínico é bastante característico e, em geral, o diagnóstico é clínico, sem necessidade de teste antes do tratamento.
- C)A paciente em questão deve ser orientada quanto ao uso de preservativos, visto que os sintomas indicam doença sexualmente transmissível.
Errada, porque herpes zoster não é uma doença sexualmente transmissível e preservativos não têm relação com a orientação principal do caso.
- D)O quadro clínico em apreço corresponde a um caso de reativação viral de doença precedente não transmissível.
Errada, porque o herpes zoster é uma reativação viral, mas de uma doença precedente transmissível, a varicela, e não de uma doença precedente não transmissível.
- E)No quadro clínico em questão, devem ser prescritos 10 mg a 15 mg de aciclovir endovenoso, duas vezes ao dia, por, no mínimo, três dias.
Errada, porque a posologia descrita está incorreta; quando indicado, o aciclovir não é prescrito dessa forma e a dose/intervalo dependem da via e da gravidade do caso.
Gabarito: A
O quadro descrito é bem típico de herpes zoster, a famosa "cobreiro": lesões vesiculosas em faixa, de um lado só do corpo, acompanhadas de dor em queimação, formigamento e hipersensibilidade antes ou junto das bolhas. Isso acontece pela reativação do vírus varicela-zoster, que ficou adormecido nos gânglios nervosos depois da varicela. Ou seja, não é uma infecção nova de transmissão sexual, mas uma reativação viral de uma doença prévia, geralmente a catapora.