A blefarofimose
- A)é clinicamente caracterizada por ptose bilateral, miogenia grave, telecanto, epicanto inverso e ectrópio lateral da pálpebra inferior.
Certa: descreve o quadro clássico da blefarofimose, com ptose bilateral, telecanto, epicanto inverso e ectrópio lateral da pálpebra inferior.
- B)é caracterizada pela presença de prega semilunar de pele no canto medial.
Errada: prega semilunar no canto medial é epicanto, mas não define blefarofimose.
- C)é uma malformação grave, em que a lamela anterior está ausente e o músculo de Müller e a conjuntiva são normais.
Errada: isso descreve defeito lamelar palpebral grave, não a blefarofimose.
- D)corresponde à diminuição da distância reflexo/margem.
Errada: diminuição da distância reflexo-margem é medida de ptose palpebral, não é sinônimo de blefarofimose.
- E)é um defeito vertical que envolve a margem palpebral e que pode ser isolado ou complexo.
Errada: defeito vertical da margem palpebral remete a coloboma palpebral, que pode ser isolado ou complexo.
Gabarito: A
Blefarofimose é uma anomalia congênita em que a fissura palpebral fica estreita, ou seja, o olho parece “mais apertadinho” do que o normal. Na prática, ela costuma vir em conjunto com outros achados clássicos, formando a chamada síndrome da blefarofimose. O pacote mais lembrado é: ptose bilateral importante, telecanto, epicanto inverso e alteração da posição das pálpebras inferiores, com ectrópio lateral podendo aparecer. É justamente isso que a alternativa A descreve. A banca está cobrando o conjunto sindrômico típico, e não apenas um sinal isolado. Em concurso, quando aparecer blefarofimose, pense nessa combinação de ptose + fissura palpebral curta + telecanto + epicanto inverso. É quase a “assinatura” do quadro. As demais alternativas falam de outras alterações palpebrais e confundem conceitos diferentes. A banca gosta muito de misturar nomes parecidos para ver se você reconhece o detalhe anatômico correto, então vale memorizar o desenho clínico da blefarofimose em bloco. Como referência doutrinária em oftalmologia, a síndrome da blefarofimose é descrita como malformação palpebral congênita com redução horizontal da fissura, ptose e alterações cantais associadas, especialmente no contexto da síndrome BPES.