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Medicina · CESPE/CEBRASPE · 2024

Questão comentada de Medicina

A espessura da parede lateral nas fraturas trocantéricas

Gabarito: E

Nas fraturas trocantéricas, a parede lateral funciona como uma "contenção" para impedir o deslocamento lateral do fragmento proximal e o colapso excessivo quando se usa o DHS (Dynamic Hip Screw). Quando essa parede é fina demais, o implante perde a sustentação lateral e a fratura fica mais instável, aumentando o risco de falha mecânica, varização e migração do material. Em prova, a ideia central é simples: parede lateral fina = pior controle da fratura = maior chance de insucesso com DHS. O ponto cobrado aqui é a espessura da parede lateral como preditor de falha do DHS. O valor clássico usado na literatura é que parede lateral menor que 25 mm já sinaliza risco aumentado de falha, especialmente nas fraturas trocantéricas instáveis. Por isso, entre as alternativas, a que traz "menor que 25 mm" é a correta. Na prática, isso ajuda a decidir se o DHS é uma escolha segura ou se você deve pensar em outro método de fixação, como implantes mais estáveis para padrão instável. Ou seja: não basta colocar o parafuso e torcer para dar certo; a biomecânica da fratura manda no jogo. Resumo de prova: parede lateral com menos de 25 mm é fator de risco para falha do DHS. Se a banca falar em fragilidade da parede lateral, pense logo em instabilidade e maior chance de colapso do conjunto.

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