A espessura da parede lateral nas fraturas trocantéricas
- A)não tem relação com falha do DHS, quando usado.
Errada, porque a espessura da parede lateral tem relação direta com a estabilidade da fratura e com o risco de falha do DHS.
- B)é um preditor de falha do DHS, quando usado para traços transversos.
Errada, porque o problema não é apenas o traço transverso, e sim principalmente a insuficiência da parede lateral como fator biomecânico de falha.
- C)é um preditor de falha do DHS quando sua medida é maior que 30 mm.
Errada, porque valores maiores de espessura não aumentam o risco; o risco sobe quando a parede é fina, não grossa.
- D)é um preditor de falha do DHS quando sua medida tem entre 25 mm e 30 mm.
Errada, porque a faixa de 25 a 30 mm não é o ponto clássico de maior risco; o corte cobrado é abaixo de 25 mm.
- E)é um preditor de falha do DHS quando sua medida é menor que 25mm.
Certa, porque parede lateral com menos de 25 mm é um preditor de falha do DHS nas fraturas trocantéricas.
Gabarito: E
Nas fraturas trocantéricas, a parede lateral funciona como uma "contenção" para impedir o deslocamento lateral do fragmento proximal e o colapso excessivo quando se usa o DHS (Dynamic Hip Screw). Quando essa parede é fina demais, o implante perde a sustentação lateral e a fratura fica mais instável, aumentando o risco de falha mecânica, varização e migração do material. Em prova, a ideia central é simples: parede lateral fina = pior controle da fratura = maior chance de insucesso com DHS. O ponto cobrado aqui é a espessura da parede lateral como preditor de falha do DHS. O valor clássico usado na literatura é que parede lateral menor que 25 mm já sinaliza risco aumentado de falha, especialmente nas fraturas trocantéricas instáveis. Por isso, entre as alternativas, a que traz "menor que 25 mm" é a correta. Na prática, isso ajuda a decidir se o DHS é uma escolha segura ou se você deve pensar em outro método de fixação, como implantes mais estáveis para padrão instável. Ou seja: não basta colocar o parafuso e torcer para dar certo; a biomecânica da fratura manda no jogo. Resumo de prova: parede lateral com menos de 25 mm é fator de risco para falha do DHS. Se a banca falar em fragilidade da parede lateral, pense logo em instabilidade e maior chance de colapso do conjunto.