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Medicina · CESPE/CEBRASPE · 2024

Questão comentada de Medicina

Paciente do sexo masculino, com trinta anos de idade, pardo, filipino, marítimo, proveniente de embarcação vinda da Nigéria, foi atendido na emergência de um hospital, com febre alta intermitente havia sete dias, dor abdominal no hipocôndrio direito e icterícia, evoluindo com piora do quadro e diminuição do nível de consciência. Houve piora da dor abdominal e distensão dessa região. O quadro clínico em questão é sugestivo para suspeita de

Gabarito: B

O quadro descrito aponta para malária grave, especialmente por febre alta intermitente, icterícia, dor em hipocôndrio direito, piora do estado geral e rebaixamento do nível de consciência. Em áreas endêmicas ou após viagem a regiões como a Nigéria, esse diagnóstico entra forte na frente, porque a malária pode começar como uma febre inespecífica e depois evoluir para formas complicadas, com acometimento hepático e neurológico. Na malária, o paciente pode apresentar calafrios, sudorese, anemia, icterícia e hepatoesplenomegalia. Quando há alteração do sensório, pensa-se em malária grave, sobretudo por Plasmodium falciparum, que é a espécie mais associada a formas severas e potencialmente fatais. A dor abdominal e a distensão podem ocorrer por aumento hepático/esplênico e pelo agravamento sistêmico. Na prática, a história epidemiológica pesa muito: febre em viajante ou marítimo vindo de área endêmica sempre faz acender o alerta. O diagnóstico é confirmado por gota espessa e esfregaço sanguíneo, e o tratamento deve ser iniciado com urgência conforme a gravidade. Em prova, febre intermitente + icterícia + confusão mental em pessoa oriunda de área endêmica é quase um convite para pensar em malária. As outras alternativas não combinam com o padrão clínico nem com o contexto epidemiológico. Aqui, o detalhe da procedência da Nigéria e a evolução com rebaixamento do nível de consciência são os sinais mais fortes para fechar a suspeita.

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