Os sintomas clássicos associados à hipertensão intracraniana são
- A)hipotensão arterial, visão turva e sonolência excessiva.
Errada, porque hipotensão arterial, visão turva e sonolência excessiva não formam o quadro clássico de hipertensão intracraniana.
- B)cefaleia intensa, vômitos em jato e alterações do nível de consciência.
Certa, pois cefaleia intensa, vômitos em jato e alteração do nível de consciência são achados clássicos de aumento da pressão intracraniana.
- C)diplopia, vertigem e fotofobia.
Errada, porque diplopia e vertigem podem ocorrer em várias condições neurológicas, mas fotofobia não é o trio clássico de hipertensão intracraniana.
- D)palidez, dispneia e taquicardia.
Errada, pois palidez, dispneia e taquicardia sugerem mais resposta sistêmica ou cardiopulmonar do que hipertensão intracraniana.
- E)fraqueza muscular, perda de peso e insônia.
Errada, porque fraqueza muscular, perda de peso e insônia não caracterizam o padrão típico de aumento da pressão intracraniana.
Gabarito: B
A hipertensão intracraniana acontece quando a pressão dentro do crânio sobe e o cérebro começa a sofrer com isso. Como o crânio é uma caixa fechada, qualquer aumento de volume, como edema, hemorragia, tumor ou aumento do líquor, pode causar sintomas bem característicos. Na prática de prova, o trio mais lembrado é cefaleia, vômitos em jato e rebaixamento do nível de consciência. A cefaleia costuma ser intensa e progressiva, muitas vezes pior pela manhã ou com manobras que aumentam a pressão, como tosse e esforço. Os vômitos em jato chamam atenção porque podem surgir sem náusea importante e sugerem irritação por aumento da pressão intracraniana. Já a alteração do nível de consciência reflete sofrimento cerebral e é um sinal de gravidade, então a banca adora colocar esse detalhe para você não passar batido. Por isso, o gabarito é a alternativa B. Ela reúne os sinais clássicos mais cobrados em neurologia para hipertensão intracraniana. Em linguagem de prova: cefaleia forte + vômitos em jato + alteração do estado mental = pense em pressão intracraniana elevada até prova em contrário. As outras opções misturam sintomas que podem aparecer em outros quadros neurológicos ou clínicos, mas não formam o conjunto clássico dessa síndrome. Então, aqui a ideia é reconhecer o padrão, não caçar sintomas isolados. Na dúvida, lembre do famoso trio que faz o examinador sorrir e o candidato lembrar da fisiopatologia do crânio fechado.