Com referência à sedação em endoscopia, assinale a opção correta.
- A)A realização da sedação para avaliar dispepsia refratária é contraindicada, devido aos riscos de complicações endoscópicas.
Errada, porque a sedação não é contraindicada na investigação de dispepsia refratária; ela pode ser usada conforme a necessidade clínica e o estado do paciente.
- B)Para atingir sedação leve, a utilização de opioides (p. ex. fentanil) e benzodiazepínicos (p. ex. midazolam) não é recomendada.
Errada, porque opioides e benzodiazepínicos são justamente fármacos frequentemente usados para sedação leve a moderada em endoscopia, com ajuste de dose e monitorização.
- C)Na administração do propofol como sedativo, o paciente é monitorado eletroencefalicamente, o que garante maior segurança.
Errada, porque o propofol não exige monitorização eletroencefalográfica rotineira para garantir segurança; o essencial é vigilância clínica e cardiorrespiratória contínua.
- D)A inexistência de antídotos para os opioides é uma preocupação contornável com a substituição pelo propofol.
Errada, porque há antídotos para alguns opioides, como a naloxona, e a troca por propofol não resolve o problema da segurança, já que ele também pode causar depressão respiratória.
- E)Parâmetros fisiológicos, como frequência cardíaca e saturação, são avaliados em tempo real, o que confere segurança ao procedimento.
Certa, porque a monitorização em tempo real de frequência cardíaca, saturação e outros parâmetros fisiológicos é uma medida central de segurança na sedação endoscópica.
Gabarito: E
Na sedação em endoscopia, a ideia principal é simples: aliviar ansiedade, desconforto e reflexo de vômito, mas sem perder a vigilância do paciente. Por isso, a segurança não vem de “apagar” o doente, e sim de monitorar continuamente os sinais vitais e o nível de consciência durante o procedimento. Em geral, usam-se benzodiazepínicos, opioides e, em alguns cenários, propofol. Midazolam e fentanil são muito comuns porque permitem sedação e analgesia de forma controlada, sempre com monitorização. Já o propofol exige ainda mais atenção porque pode aprofundar rapidamente a sedação e depressão respiratória, então a segurança depende de equipe treinada e monitorização adequada, não de algum efeito mágico do remédio. A alternativa E está correta porque, na prática endoscópica, parâmetros fisiológicos como frequência cardíaca, pressão arterial, saturação de oxigênio e, quando indicado, frequência respiratória e ECG são acompanhados em tempo real. Isso é o que permite detectar precocemente hipóxia, hipotensão e outras intercorrências, aumentando a segurança do procedimento. Esse cuidado é coerente com as recomendações técnicas das sociedades de endoscopia e com a boa prática anestésico-assistencial. Resumo de prova: sedação em endoscopia não é para “esconder” o problema, e sim para fazer o exame com conforto e vigilância. Se a alternativa fala em monitorização contínua de sinais vitais, costuma acender a luz verde.