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Medicina · CESPE/CEBRASPE · 2024

Questão comentada de Medicina

O exame que possibilita avaliar a tireoide, fornecendo informações que descrevem se os nódulos são tecidos que estão funcionando em excesso (no caso nódulos “quentes” ou hipercaptantes) ou tecido tireoidiano alterado/pouco funcionante (nódulos “frios” ou hipocaptantes), é denominado

Gabarito: B

Quando a questão fala em diferenciar nódulos "quentes" de "frios", ela está apontando para um exame funcional da tireoide, isto é, um exame que mostra como o tecido está captando e trabalhando, e não apenas como ele parece na imagem. O exame clássico para isso é a cintilografia, que avalia a captação de um radiofármaco pela glândula. Na prática, nódulos "quentes" são hipercaptantes, ou seja, captam mais o traçador porque estão funcionando em excesso. Já os nódulos "frios" captam pouco, sugerindo tecido pouco funcionante ou alterado. Essa distinção é muito útil na investigação de nódulo tireoidiano, porque ajuda a orientar a conduta e o risco de malignidade. A pegadinha aqui é que outros exames de tireoide existem, mas têm finalidades diferentes. TSH, T3 e T4 livres avaliam função hormonal global, enquanto TRAb ajuda mais em doença de Graves. Nenhum deles faz o mapa da captação dos nódulos como a cintilografia faz. Por isso, o gabarito B está correto: cintilografia é o exame que descreve se o nódulo é quente ou frio, hipercaptante ou hipocaptante. Em linguagem de prova, sempre desconfie quando a banca quer um exame "funcional" da tireoide, porque geralmente ela está mirando esse conceito.

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