São achados compatíveis com pancreatite crônica
- A)esteatorreia, dor abdominal e dosagem de elastase fecal igual a 50 mcg/g.
Correta, porque associa dor abdominal, esteatorreia e elastase fecal muito baixa, quadro típico de insuficiência pancreática exócrina na pancreatite crônica.
- B)dor abdominal, amilase sérica elevada e emagrecimento.
Errada, porque amilase sérica elevada é mais sugestiva de pancreatite aguda e não é um achado típico da forma crônica.
- C)diarreia, emagrecimento e teste da D-xilose positivo.
Errada, porque o teste da D-xilose avalia absorção intestinal e não confirma pancreatite crônica.
- D)dor abdominal, emagrecimento e diarreia sanguinolenta.
Errada, porque diarreia sanguinolenta aponta mais para colite ou doença inflamatória intestinal do que para pancreatite crônica.
- E)hepatomegalia, icterícia e dilatação do colédoco detectada em ecografia abdominal.
Errada, porque hepatomegalia, icterícia e dilatação do colédoco sugerem obstrução biliar, não o padrão clínico clássico da pancreatite crônica.
Gabarito: A
A pancreatite crônica é uma inflamação progressiva do pâncreas que costuma causar dor abdominal recorrente, perda de peso e sinais de insuficiência pancreática exócrina, como esteatorreia. Com o tempo, a falta de enzimas digestivas faz a gordura ser mal absorvida, então a diarreia fica gordurosa e o paciente emagrece, mesmo comendo. Um exame bem útil na prática é a elastase fecal: valores baixos, como 50 mcg/g, sugerem fortemente insuficiência pancreática exócrina, porque o pâncreas já não está produzindo enzimas suficientes. A alternativa A junta exatamente esse trio clássico: dor abdominal, esteatorreia e elastase fecal baixa. Já amilase sérica elevada costuma ser mais lembrada na pancreatite aguda, e não como achado típico da forma crônica.