Considerando os resultados pós-tratamento de fratura dos ossos do antebraço, assinale a opção correta em relação ao arco de movimento mínimo necessário de pronossupinação do antebraço para a maioria das atividades da vida diária.
- A)pronação 50° / supinação 50°
Correta: 50° de pronação e 50° de supinação correspondem ao arco mínimo funcional para a maioria das atividades da vida diária.
- B)pronação 50° / supinação 70°
Errada: a supinação está superestimada em relação ao mínimo funcional clássico, que é mais equilibrado entre pronação e supinação.
- C)pronação 30° / supinação 30°
Errada: 30°/30° é um arco insuficiente para a maior parte das tarefas cotidianas e fica abaixo do necessário funcionalmente.
- D)pronação 90° / supinação 50°
Errada: 90° de pronação isolada não representa o padrão cobrado de arco mínimo funcional, além de haver desequilíbrio entre os movimentos.
- E)pronação 45° / supinação 60°
Errada: embora pareça próximo do funcional, não corresponde ao valor clássico cobrado para a maioria das atividades diárias.
Gabarito: A
Depois de uma fratura dos ossos do antebraço, o que mais importa na reabilitação funcional não é ter um movimento “bonito” no exame, mas permitir que a mão chegue às posições do dia a dia. Para a maioria das atividades da vida diária, um arco mínimo de pronossupinação em torno de 100 graus costuma ser suficiente, dividido de forma prática em aproximadamente 50 graus de pronação e 50 graus de supinação. É o famoso “mínimo que resolve a vida”, porque comer, vestir-se e manipular objetos dependem dessa rotação do antebraço. Na ortopedia, esse dado é clássico e muito cobrado: a função do membro superior exige mais do que apenas flexo-extensão do cotovelo. A pronossupinação acontece no rádio girando ao redor da ulna, e pequenas perdas já podem atrapalhar tarefas simples, como levar alimento à boca ou virar a palma da mão para cima ao receber algo. Por isso, o gabarito A está correto: 50° de pronação e 50° de supinação compõem o arco mínimo funcional esperado para a maioria das atividades diárias. Não é o ideal anatômico, mas é o suficiente para a funcionalidade cotidiana, que é exatamente o foco da questão. Em prova, vale guardar essa referência como número de bolso. Se voce lembrar do 50/50, já sai na frente sem precisar fazer ginástica mental com o antebraço.