Assinale a opção que apresenta fator ou sintoma comum da malária cerebral originada por infecção pelo protozoário Plasmodium falciparum.
- A)hipertensão arterial
Errada: hipertensão arterial não é achado típico da malária cerebral, que se manifesta mais por alterações neurológicas e febre.
- B)resultado negativo em teste de gota espessa
Errada: o diagnóstico de malária costuma ser confirmado pela gota espessa positiva, então resultado negativo não combina com a infecção ativa.
- C)ligeira rigidez na nuca
Certa: a malária cerebral pode cursar com ligeira rigidez na nuca, por irritação neurológica/meníngea discreta.
- D)ausência de febre
Errada: ausência de febre não é comum na malária por P. falciparum, especialmente nas formas graves.
- E)hiperglicemia
Errada: em malária grave, a alteração metabólica clássica é hipoglicemia, e não hiperglicemia.
Gabarito: C
A malária cerebral é a forma grave da infecção por Plasmodium falciparum e costuma aparecer com alteração do nível de consciência, convulsões, agitação, prostração intensa e sinais neurológicos focais ou difusos. Como o cérebro entra no jogo, os sintomas deixam de ser só o clássico ciclo de febre e calafrios e passam a parecer um quadro neurológico mesmo. Um achado que pode aparecer é a ligeira rigidez na nuca, porque a irritação neurológica pode dar sinais meníngeos discretos. Não é aquele quadro típico de meningite bacteriana, mas a banca gosta de lembrar que a malária cerebral pode sim cursar com rigidez meníngea leve. As demais alternativas destoam do quadro. Em malária grave, febre costuma estar presente, gota espessa tende a ser positiva e alterações metabólicas mais lembradas são hipoglicemia, não hiperglicemia. Hipertensão arterial também não é um fator ou sintoma comum do quadro. Portanto, a opção C é a correta porque traz um sinal neurológico compatível com a malária cerebral por P. falciparum.