Os sintomas motores na doença de Parkinson estão associados principalmente à deficiência do neurotransmissor conhecido como
- A)acetilcolina.
Errada, porque a acetilcolina não é a principal deficiência responsável pelos sintomas motores do Parkinson, embora haja desequilíbrio funcional entre ela e a dopamina.
- B)serotonina.
Errada, porque a serotonina não é o neurotransmissor central relacionado ao quadro motor típico da doença de Parkinson.
- C)GABA (ácido gama-aminobutírico).
Errada, porque o GABA participa de circuitos dos núcleos da base, mas não é a deficiência principal que explica os sintomas motores da doença.
- D)dopamina.
Certa, porque a doença de Parkinson está associada principalmente à perda de neurônios dopaminérgicos e à redução de dopamina nos circuitos motores.
- E)norepinefrina.
Errada, porque a norepinefrina não é a principal responsável pelos sintomas motores clássicos do Parkinson.
Gabarito: D
Na doença de Parkinson, o ponto central da fisiopatologia é a perda de neurônios dopaminérgicos da substância negra pars compacta. Com isso, cai a dopamina nos circuitos dos núcleos da base, e o controle fino do movimento fica prejudicado. O resultado clássico são bradicinesia, rigidez, tremor de repouso e instabilidade postural, aquele quadro motor bem característico que a banca adora cobrar. Por isso, o gabarito é a letra D: dopamina. Não é só um detalhe de bioquímica, é a base do raciocínio clínico da doença. Menos dopamina significa menos modulação do sistema motor, então o movimento fica lento, “travado” e menos automático. Vale lembrar que a acetilcolina pode até aparecer como contraponto nos núcleos da base, porque há um desequilíbrio entre dopamina e acetilcolina, mas a deficiência principal que explica os sintomas motores é a dopamina. Em prova, quando falar em Parkinson, pense primeiro em dopamina e depois nos demais neurotransmissores como distrações clássicas. Então, resumindo de forma bem direta: Parkinson motor = deficiência de dopamina. O restante costuma ser fumaça para testar se você sabe o eixo principal da doença.