Com relação ao diabetes melito (DM), julgue os itens a seguir. I A ulceração é uma das complicações crônicas do DM. II O controle glicêmico insatisfatório está entre os fatores de risco para o pé diabético. III Deformidades dos pés são fatores de risco para o pé diabético. Assinale a opção correta.
- A)Apenas o item II está certo.
Errada, porque os itens I e III também estão corretos, não apenas o II.
- B)Apenas o item III está certo.
Errada, porque o item I também é verdadeiro e faz parte das complicações crônicas do DM.
- C)Apenas os itens I e II estão certos.
Errada, porque o item III também está certo, então não são apenas I e II.
- D)Apenas os itens I e III estão certos.
Errada, porque o item II também está correto, não ficando a resposta limitada a I e III.
- E)Todos os itens estão certos.
Certa, porque ulceração é complicação crônica do DM e tanto o controle glicêmico insatisfatório quanto as deformidades dos pés são fatores de risco para pé diabético.
Gabarito: E
O diabetes melito não é só “açúcar alto no sangue”: ao longo do tempo, ele pode causar complicações crônicas em vários órgãos, especialmente vasos, nervos, rins, retina e pés. Por isso, a ulceração entra sim no pacote das complicações crônicas do DM, porque costuma aparecer como consequência da neuropatia, da má circulação e do trauma repetido no pé. Em resumo: o pé sofre quando o diabetes fica descontrolado por muito tempo. No pé diabético, o controle glicêmico ruim pesa bastante. Quando a glicose fica persistentemente elevada, aumentam a neuropatia, a piora da cicatrização e o risco de infecção, criando o cenário perfeito para feridas difíceis de tratar. Então, controle glicêmico insatisfatório é, sem dúvida, fator de risco importante. As deformidades dos pés também entram na lista de risco, porque alteram os pontos de apoio e de pressão ao caminhar. Isso facilita calos, microtraumas e, depois, ulcerações. É aquele detalhe anatômico que parece pequeno, mas vira problema grande no dia a dia do paciente. Por isso, os três itens estão corretos. A ideia central da questão é que o pé diabético costuma resultar da soma de neuropatia, deformidade, isquemia e mau controle metabólico, culminando em ulcerações e até amputações se não houver prevenção e tratamento precoces.