A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia publicaram, em 2022, um posicionamento em conjunto sobre o rastreio, diagnóstico e manejo do hipotireoidismo na gestação. De acordo com esse documento, o diagnóstico de hipotireoidismo clínico poderá ser estabelecido e a paciente deverá ser imediatamente tratada com levotiroxina, independentemente dos níveis de T4 livre, quando seu nível de TSH (mUI/L) for igual a
- A)6 ou mais.
Errada, porque TSH de 6 mUI/L não define, por si só, hipotireoidismo clínico independente do T4 livre nesse posicionamento.
- B)8 ou mais.
Errada, porque o ponto de corte para diagnóstico e tratamento imediato é mais alto do que 8 mUI/L.
- C)10 ou mais.
Certa, porque o documento de 2022 estabelece TSH igual ou acima de 10 mUI/L como critério para hipotireoidismo clínico, com levotiroxina imediata independentemente do T4 livre.
- D)5 ou mais.
Errada, porque 5 mUI/L não é o limite usado para fechar hipotireoidismo clínico nessa situação.
- E)4 ou mais.
Errada, porque 4 mUI/L é um valor baixo demais para esse critério diagnóstico na gestação.
Gabarito: C
No hipotireoidismo na gestação, a ideia central é simples: o TSH funciona como um alarme bem sensível da tireoide. Quando ele sobe muito, principalmente acima de 10 mUI/L, a suspeita de hipotireoidismo clínico fica forte o bastante para tratar sem esperar o T4 livre. Na prática, isso evita atraso terapêutico em um período em que o hormônio tireoidiano é importante para a mãe e para o desenvolvimento fetal. O posicionamento conjunto de 2022 da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e da FEBRASGO segue essa lógica: se o TSH estiver igual ou acima de 10 mUI/L, o diagnóstico de hipotireoidismo clínico pode ser firmado e a paciente deve receber levotiroxina imediatamente, independentemente do T4 livre. Ou seja, quando o TSH passa desse ponto, o exame adicional não deve atrasar a conduta. Isso cai bastante em prova porque a banca gosta de testar o limiar numérico. Aqui, o número-chave é 10, não 4, 5, 6 ou 8. Em endocrinologia, números importam muito, então vale decorar esse corte como um marco prático de tratamento na gestação. Resumo de prova: gestante com TSH muito elevado, especialmente 10 ou mais, trata-se como hipotireoidismo clínico e a levotiroxina entra sem demora. É um daqueles casos em que a tireoide não pede licença para bagunçar a questão, e você não precisa deixar isso acontecer.