No que diz respeito à hipertensão arterial sistêmica, assinale a opção correta.
- A)A disfunção endotelial desempenha papel de menor importância na patogênese da hipertensão arterial.
Errada, porque a disfunção endotelial tem papel importante na fisiopatologia da hipertensão, não menor.
- B)A proteína C reativa ultrassensível encontra-se diminuída em pacientes hipertensos.
Errada, porque a proteína C reativa ultrassensível tende a estar aumentada em hipertensos, associando-se a inflamação e risco cardiovascular.
- C)A herança genética de hipertensão arterial é causa de até 50% dos casos de hipertensão primária.
Errada, porque a herança genética contribui para a hipertensão, mas não se resume a causa de até 50% dos casos de hipertensão primária dessa forma simplificada.
- D)Para pacientes idosos hipertensos, é recomendada atualmente a meta de pressão sistólica em torno de 150 mmHg, que leva a significativa redução de eventos cardiovasculares.
Errada, porque a meta sistólica em idosos não é, de modo geral, fixada em torno de 150 mmHg como recomendação atual; o alvo deve ser individualizado e costuma ser mais rigoroso quando tolerado.
- E)O consumo de sal indicado para pacientes hipertensos é de até 5 g/dia.
Certa, porque a restrição de sal para até 5 g/dia é uma orientação clássica no controle da hipertensão, ajudando a reduzir a pressão arterial.
Gabarito: E
A hipertensão arterial sistêmica é uma doença multifatorial: entra genética, entra ambiente, entra estilo de vida, e o sal costuma ser um dos vilões mais fáceis de atacar. Em pacientes hipertensos, a redução do consumo de sal ajuda a baixar a pressão e a melhorar o controle pressórico, especialmente quando vem junto com perda de peso, atividade física e boa adesão ao tratamento. Na prática, a orientação clássica é reduzir o sal para no máximo 5 g por dia, o que equivale a cerca de 2 g de sódio por dia. Por isso, a alternativa correta é a que fala em consumo de sal de até 5 g/dia. Isso está alinhado com recomendações amplamente usadas em diretrizes de hipertensão, inclusive as da Sociedade Brasileira de Cardiologia, que reforçam dieta com restrição de sódio como parte central do tratamento não farmacológico. As demais opções trazem pegadinhas comuns: menosprezam a disfunção endotelial, invertem marcador inflamatório, exageram a participação da herança genética e usam meta pressórica antiga para idosos. Hoje, a pressão-alvo deve ser individualizada, e a ideia de “deixar em 150 mmHg para todo idoso” ficou ultrapassada como regra geral.