O exame considerado padrão-ouro para o diagnóstico de neuropatia periférica é o(a)
- A)dosagem de glicose no sangue em jejum.
Errada, porque a glicemia em jejum pode investigar diabetes como causa de neuropatia, mas não diagnostica a neuropatia em si.
- B)hemograma completo.
Errada, pois o hemograma completo pode mostrar causas associadas, como anemia ou infecção, mas não é exame padrão para neuropatia periférica.
- C)eletroneuromiografia (ENMG).
Certa, porque a eletroneuromiografia é o principal exame para confirmar e caracterizar neuropatia periférica.
- D)teste de função hepática.
Errada, já que testes de função hepática podem ajudar na busca etiológica, mas não são padrão-ouro para diagnóstico da neuropatia.
- E)ressonância magnética da coluna vertebral.
Errada, porque a ressonância da coluna avalia mais compressões e lesões centrais ou radiculares, não sendo o exame de escolha para neuropatia periférica.
Gabarito: C
Na neuropatia periférica, o exame que mais ajuda a confirmar e caracterizar o comprometimento dos nervos é a eletroneuromiografia (ENMG). Ela avalia a condução dos nervos e a atividade elétrica dos músculos, permitindo identificar se o problema é realmente periférico, qual o tipo de fibra acometida e se há sinais de desmielinização ou degeneração axonal. Em prova, quando falam em exame padrão-ouro, pense logo em ENMG, porque ela é a queridinha da investigação neurofisiológica. Na prática, o diagnóstico de neuropatia periférica começa com história clínica e exame neurológico, mas a ENMG entra como o exame mais importante para confirmar o padrão da lesão e orientar a causa. Ela não substitui a clínica, mas dá aquele empurrão técnico que tira a dúvida e organiza o raciocínio. É o tipo de exame que faz o mapa da estrada do nervo: mostra onde a condução falhou e como falhou. As outras alternativas tentam parecer úteis, mas estão fora do foco. Glicemia, hemograma e testes hepáticos podem investigar causas da neuropatia, como diabetes, anemia ou doença sistêmica, porém não confirmam o diagnóstico neurofisiológico. A ressonância da coluna pode ser útil quando você suspeita de compressão radicular ou mielopatia, mas não é o padrão-ouro para neuropatia periférica. Então, se a banca pergunta qual exame é considerado padrão-ouro para neuropatia periférica, a resposta é ENMG. Em linguagem de concurso: clínica levanta a suspeita, ENMG confirma e classifica.