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Medicina · CESPE/CEBRASPE · 2024

Questão comentada de Medicina

Um indivíduo de 42 anos de idade, saudável, sem antecedentes pessoais ou familiares significativos, procurou atendimento médico porque viajará para os Estados Unidos da América, em um voo de nove horas de duração, e disse estar preocupado porque um conhecido dele havia sido internado por trombose venosa profunda (TVP) após uma viagem longa. O paciente negou vícios ou uso de medicações. No exame físico, constatou-se índice de massa corporal de 24 kg/m2 e bom estado geral, sem anormalidades. Na situação hipotética precedente, a conduta mais apropriada para esse paciente prevenir TVP nessa viagem será

Gabarito: B

Em viagens longas, o que preocupa é a estase venosa, ou seja, o sangue “parado” nas pernas por muito tempo, o que aumenta o risco de trombose venosa profunda em pessoas predispostas. Mas aqui existe um ponto importante: o paciente é saudável, tem 42 anos, IMC normal, sem antecedentes, sem câncer, sem cirurgia recente, sem trombofilia conhecida e sem uso de hormônios. Em quem é de baixo risco, não se indica anticoagulante de rotina nem exame para “triagem” antes do voo. A orientação mais apropriada é medidas simples de prevenção mecânica e comportamental: hidratar-se, levantar-se quando possível e movimentar os membros inferiores periodicamente durante o voo. Isso ajuda a combater a estase venosa, que é justamente o motor do problema. É uma medida prática, barata e suficiente para esse perfil de paciente. AAS não é prevenção padrão de TVP em viagem longa, e anticoagulantes como enoxaparina ou DOACs ficam reservados para pacientes com risco maior, individualmente selecionados. Fazer doppler venoso de rotina também não faz sentido em alguém assintomático e de baixo risco, porque não estratifica de modo útil esse cenário. Em resumo: para esse caso, a conduta é orientar medidas gerais durante o voo.

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