Em relação à síndrome dos ovários policísticos (SOP), assinale a opção correta.
- A)O diagnóstico da SOP é de exclusão.
Correta: a SOP é um diagnóstico de exclusão, exigindo afastar outras causas de hiperandrogenismo e anovulação.
- B)Para o diagnóstico da SOP, é suficiente a presença de ovários micropolicísticos na ecografia pélvica.
Errada: ovários micropolicísticos ao ultrassom, isoladamente, não fecham o diagnóstico de SOP.
- C)Se a ecografia pélvica for normal, segundo os critérios de Rotterdam, o diagnóstico da SOP é excluído.
Errada: um ultrassom pélvico normal não exclui SOP pelos critérios de Rotterdam.
- D)A infertilidade é uma complicação presente em todas as pacientes com SOP.
Errada: infertilidade pode ocorrer, mas não está presente em todas as pacientes com SOP.
- E)No tratamento da SOP, é indicado o uso de contraceptivos orais com 35 mcg de etinilestradiol.
Errada: o tratamento hormonal não exige, de forma fixa, contraceptivo oral com 35 mcg de etinilestradiol; a escolha é individualizada.
Gabarito: A
A síndrome dos ovários policísticos (SOP) é uma endocrinopatia muito comum e, para o concurso, o ponto central é lembrar que o diagnóstico não nasce de um único achado isolado. Em geral, ele é clínico e de exclusão: você precisa juntar história, exame físico e, muitas vezes, ultrassom, além de afastar outras causas de hiperandrogenismo e anovulação, como disfunção tireoidiana, hiperprolactinemia e hiperplasia adrenal congênita não clássica. Os critérios mais usados são os de Rotterdam, que exigem 2 de 3 achados: oligo/anovulação, hiperandrogenismo clínico ou laboratorial e ovários com morfologia policística ao ultrassom. Repare no detalhe que a imagem ajuda, mas não manda sozinha no diagnóstico. O ultrassom pode até ser normal e a paciente ainda ter SOP, se os demais critérios estiverem presentes. Outro ponto clássico: nem toda paciente com SOP é infértil. Muitas têm subfertilidade por anovulação ou ciclos irregulares, mas a infertilidade não está presente em 100% dos casos. Isso é uma pegadinha frequente em prova, porque a banca adora trocar "pode acontecer" por "sempre acontece". O gabarito A está correto porque a SOP é, na prática, um diagnóstico de exclusão. Antes de fechar o quadro, você precisa descartar outras doenças que imitam a síndrome. Os critérios de Rotterdam e as diretrizes da Endocrine Society reforçam essa lógica: não basta ver ovário com aparência policística, e não basta um único sintoma para bater o martelo.