Constitui fator de risco para o glaucoma primário de ângulo aberto (GPAA)
- A)hipermetropia.
Errada: hipermetropia se associa mais ao glaucoma de ângulo fechado do que ao glaucoma primário de ângulo aberto.
- B)córnea fina.
Certa: córnea fina é fator de risco clássico para GPAA e ainda pode subestimar a pressão intraocular medida.
- C)etnia asiática.
Errada: etnia asiática é lembrada principalmente como fator associado ao glaucoma de ângulo fechado, não ao GPAA.
- D)pressão intraocular baixa.
Errada: pressão intraocular baixa não é fator de risco clássico para GPAA, embora exista glaucoma normotensivo.
- E)córnea espessa.
Errada: córnea espessa tende a superestimar a pressão intraocular e não é fator de risco típico para GPAA.
Gabarito: B
O glaucoma primário de ângulo aberto (GPAA) é uma doença silenciosa e progressiva, em que ocorre lesão do nervo óptico, muitas vezes associada, mas nem sempre, a aumento da pressão intraocular. Por isso, os fatores de risco ajudam muito na suspeita clínica, especialmente em pacientes com idade avançada, história familiar, etnia negra, miopia e córnea fina. A córnea fina merece destaque porque ela aparece tanto como marcador de risco quanto como fator que pode levar a uma subestimação da pressão intraocular medida pela tonometria. Ou seja, a pressão pode parecer menor do que realmente é, o que atrapalha a detecção precoce do glaucoma. Na prática de prova, córnea fina é clássico de GPAA. Já a hipermetropia e a córnea espessa não são fatores típicos de risco para GPAA, e a etnia asiática se relaciona mais com alguns outros tipos de glaucoma, como o de ângulo fechado, do que com o primário de ângulo aberto. Pressão intraocular baixa também não entra como fator de risco clássico, embora exista o glaucoma normotensivo, que é uma outra forma de apresentação. Então, a banca acertou ao apontar a córnea fina: é um fator de risco bem cobrado e ajuda a entender por que nem todo glaucoma depende de pressão ocular alta para causar dano.