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Medicina · CESPE/CEBRASPE · 2024

Questão comentada de Medicina

Um paciente foi atendido no pronto-socorro e passou por exames apresentando os seguintes resultados laboratoriais: hemoglobina 6,3 g/dL, ht 18%, VCM 125 fL, reticulócitos 11,6%, bilirrubina total 1,79 mg/dL, bilirrubina direta 1,27 mg/dL, DHL 630 U/L e TAD positivo. Os resultados dos exames desse paciente são compatíveis com

Gabarito: A

Esse quadro tem cara de anemia hemolítica. Quando a hemácia é destruída antes da hora, a medula tenta compensar e joga reticulócitos para o sangue, por isso a contagem de reticulócitos sobe. Como reticulócito é uma célula maior que a hemácia madura, o VCM pode ficar aumentado, e isso não significa, necessariamente, que seja uma anemia megaloblástica. Os demais achados também apontam para hemólise: hemoglobina bem baixa, DHL elevada e bilirrubina aumentada. Em hemólise, a bilirrubina costuma subir pela degradação do heme, e a DHL sobe porque há liberação do conteúdo intracelular das hemácias destruídas. O TAD positivo, também chamado teste de Coombs direto, é a pista mais forte de anemia hemolítica autoimune, porque mostra anticorpos ou complemento aderidos à superfície da hemácia. Na prática de prova, pense assim: anemia + reticulocitose + DHL alta + Coombs direto positivo = hemólise, muito provavelmente autoimune. A banca gosta de misturar isso com anemia megaloblástica por causa do VCM alto, mas aqui o aumento do VCM é explicado pela resposta medular acelerada, não por deficiência de B12 ou folato. Então, o conjunto de exames é compatível com anemia hemolítica, e não com ferropenia, talassemia, falciforme ou megaloblastose.

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