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Medicina · CESPE/CEBRASPE · 2024

Questão comentada de Medicina

Paciente de 50 anos de idade, assintomático, procura o ambulatório, demonstrando preocupação quanto ao risco de acidente vascular encefálico (AVE). Sua ultrassonografia de carótidas mostra placa de 50% de obstrução em carótida comum direita. Nesse caso, entre as medidas terapêuticas indicadas a seguir, a que possui o maior potencial de redução de risco de AVE para esse paciente é

Gabarito: B

Quando o assunto é estenose de carótida em paciente assintomático, a primeira ideia não é sair correndo para o centro cirúrgico. Em lesões moderadas, especialmente sem sintomas, o maior ganho costuma vir do tratamento clínico intensivo, com foco em reduzir risco aterosclerótico global. Aqui, o vilão não é só a placa visível no ultrassom, mas todo o terreno vascular do paciente. A estatina de alta potência entra como peça central porque reduz LDL de forma intensa e também estabiliza a placa, deixando-a menos propensa a ruptura e trombose. Isso diminui o risco de AVE isquêmico e de outros eventos cardiovasculares. Em prevenção vascular, estatina boa não faz só o colesterol cair: ela acalma a placa, e isso vale ouro. Já procedimentos como endarterectomia ou stent ficam reservados, em geral, para estenoses mais importantes e/ou pacientes sintomáticos, porque o benefício em doença assintomática e moderada é bem menor e pode não superar o risco do procedimento. Em termos práticos: se a obstrução é de 50% e o paciente não teve sintomas, a medicina costuma preferir caprichar no tratamento clínico antes de pensar em bisturi ou stent. A prova da CESPE/CEBRASPE adora esse raciocínio: identificar quando a melhor conduta não é a mais invasiva, e sim a mais eficaz na prevenção de longo prazo. Portanto, entre as opções dadas, a medida com maior potencial de redução de risco de AVE é a estatina de alta potência.

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