Considerando o atendimento a uma criança de 9 anos de idade em pronto-socorro, com suspeita de insuficiência hepática aguda, assinale a opção correta no que se refere aos critérios que sugerem o diagnóstico.
- A)doença hepática aguda, tempo de atividade de protrombina maior que 15 segundos não corrigida por v itamina K e encefalopatia hepática.
Correta, pois traz o trio clássico: doença hepática aguda, coagulopatia não corrigida por vitamina K e encefalopatia hepática.
- B)doença hepática crônica, tempo de atividade de protrombina maior que 15 segundos não corrigida por v itamina K e encefalopatia hepática.
Errada, porque insuficiência hepática aguda não se define por doença hepática crônica.
- C)doença hepática aguda, tempo de atividade de protrombina maior que 15 segundos não corrigida por complexo protrombínico ativado e encefalopatia hepática.
Errada, porque a coagulopatia deve não corrigir com vitamina K, e não com complexo protrombínico ativado.
- D)doença hepática aguda, creatinina maior que 1,5 mg/dl e encefalopatia hepática.
Errada, porque creatinina elevada não é critério diagnóstico de insuficiência hepática aguda.
- E)doença hepática crônica, tempo de atividade de protrombina menor que 15 segundos não corrigida por vitamina K e encefalopatia hepática.
Errada, porque o quadro é agudo, o tempo de protrombina está invertido e a alteração deve ser maior, não menor, que 15 segundos.
Gabarito: A
A insuficiência hepática aguda, em geral, é uma síndrome de instalação rápida, em paciente sem doença hepática crônica conhecida, com prejuízo importante da função de síntese do fígado. O quadro clássico combina doença hepática aguda, coagulopatia com tempo de protrombina prolongado que não corrige com vitamina K e encefalopatia hepática. Em concursos, a ideia central é: fígado falhando rápido, sangue “não coagula direito” e o cérebro começa a sofrer. O ponto mais cobrado é a coagulopatia. O prolongamento do tempo de protrombina acima de 15 segundos, sem resposta à vitamina K, sugere que o problema não é apenas falta de vitamina, mas falência hepatocelular mesmo. Isso ajuda a diferenciar de outras causas de alteração da coagulação. A encefalopatia hepática é outro pilar do diagnóstico, porque mostra repercussão clínica da insuficiência do fígado. Em criança, a banca costuma tratar isso como um quadro de insuficiência hepática aguda até prova em contrário, sempre lembrando que o contexto é de doença aguda, e não crônica. Por isso a alternativa A está correta: ela reúne doença hepática aguda, tempo de protrombina maior que 15 segundos não corrigido por vitamina K e encefalopatia hepática, que são os critérios clássicos cobrados para sugerir insuficiência hepática aguda.