No que concerne à episclerite, assinale a opção correta.
- A)A inflamação não possui fatores desencadeantes.
Errada: a episclerite pode ter fatores associados, sobretudo doenças autoimunes, embora muitas vezes seja idiopática.
- B)No teste da fenilefrina, espera-se manutenção da hiperemia ocular após uso tópico de fenilefrina.
Errada: no teste da fenilefrina, espera-se diminuição da hiperemia na episclerite, e não manutenção.
- C)Sempre se apresenta com nódulos não móveis na episclera.
Errada: a forma nodular existe, mas não é obrigatória em todos os casos, e o nódulo costuma ser móvel.
- D)Acomete mais indivíduos jovens do sexo feminino.
Certa: a episclerite é mais frequente em adultos jovens e no sexo feminino.
- E)O tratamento deve ser agressivo com corticoides sistêmicos.
Errada: o tratamento costuma ser conservador e, quando necessário, usa-se mais corticoide tópico do que corticoide sistêmico.
Gabarito: D
A episclerite é uma inflamação benigna e geralmente autolimitada da episclera, aquela camada fina entre a conjuntiva e a esclera. O quadro costuma dar olho vermelho, desconforto leve e pouca ou nenhuma alteração visual, bem diferente da esclerite, que é mais dolorosa e mais séria. Em muitos casos, a episclerite aparece sem causa definida, mas pode ter associação com doenças autoimunes, então nem sempre ela vem sozinha. O gabarito é a letra D porque a episclerite acomete mais adultos jovens, com predomínio no sexo feminino. Esse padrão epidemiológico é clássico em oftalmologia e ajuda a diferenciar o perfil da doença. Então, quando a banca joga “jovens do sexo feminino”, ela está indo na trilha correta. No exame clínico, um detalhe importante é o teste da fenilefrina: na episclerite, a hiperemia tende a regredir após o colírio vasoconstrictor, porque os vasos superficiais clareiam. Se a vermelhidão persistir, pense mais em inflamação profunda, como esclerite. Outro ponto: pode haver episclerite nodular, mas o nódulo não é obrigatório em todos os casos. Quanto ao tratamento, a regra é ser conservador: lágrimas artificiais, compressas frias, anti-inflamatórios leves e, em alguns casos, corticoide tópico. Corticoide sistêmico costuma ficar para situações selecionadas e não é a conduta padrão. Em resumo: doença leve, olho vermelho, fenilefrina ajuda, e o perfil típico é de mulher jovem.