Os agentes etiológicos mais prevalentes nos quadros de meningite bacteriana em adultos são
- A)H. influenzae do tipo b e L. monocytogenes.
Errada, porque H. influenzae tipo b deixou de ser um dos principais agentes no adulto após a ampla vacinação e Listeria não é a causa mais prevalente na população adulta geral.
- B)S. pneumoniae e L. monocytogenes.
Errada, porque S. pneumoniae é importante, mas L. monocytogenes costuma ser relevante sobretudo em idosos, gestantes e imunodeprimidos, não como dupla mais frequente do adulto em geral.
- C)S. pneumoniae e H. influenzae do tipo b.
Errada, porque H. influenzae tipo b hoje tem menor peso epidemiológico nos adultos e não compõe o par mais prevalente de meningite bacteriana nessa faixa etária.
- D)L. monocytogenes e N. meningitidis.
Errada, porque Listeria não é um dos agentes mais prevalentes no adulto geral; ela aparece mais em grupos de risco específicos.
- E)N. meningitidis e S. pneumoniae.
Certa, porque N. meningitidis e S. pneumoniae são os agentes etiológicos mais frequentes de meningite bacteriana comunitária no adulto.
Gabarito: E
Na meningite bacteriana do adulto, os campeões de prova são, em regra, Streptococcus pneumoniae e Neisseria meningitidis. Pense neles como os dois agentes mais frequentes na rotina do adulto imunocompetente, especialmente em casos adquiridos na comunidade. Já o Haemophilus influenzae tipo b caiu muito de importância depois da vacinação infantil, então hoje aparece bem menos do que antigamente. A Listeria monocytogenes merece atenção, mas não como causa mais prevalente no adulto em geral. Ela ganha espaço em grupos específicos, como idosos, gestantes, recém-nascidos e imunossuprimidos. Ou seja, ela é importante, mas não é a dupla mais comum para responder essa questão. Por isso, o gabarito está correto ao apontar N. meningitidis e S. pneumoniae. Em provas de infectologia, a banca costuma cobrar a epidemiologia clássica da meningite bacteriana comunitária no adulto: pneumococo e meningococo no topo, com Listeria aparecendo como exceção de grupo de risco. Se você memorizar essa lógica, reduz muito o risco de escorregar nas alternativas com H. influenzae tipo b ou com Listeria fora de contexto.