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Medicina · CESPE/CEBRASPE · 2024

Questão comentada de Medicina

A solicitação indiscriminada de exames é uma problemática para o Sistema Único de Saúde (SUS), uma vez que, além dos próprios gastos desnecessários relacionados a esses pedidos, muitos usuários ficam meses ou até anos em filas de regulação aguardando a marcação de exames. Tendo em vista esse contexto, assinale a opção que apresenta o caso clínico em que a solicitação do exame complementar é necessária para o diagnóstico, a classificação e, consequentemente, a melhor conduta terapêutica.

Gabarito: E

A lógica aqui é simples: nem todo paciente com tosse precisa de exame de imagem ou tomografia. Em Medicina Preventiva e na prática clínica do SUS, o ideal é pedir exame complementar quando ele realmente muda o diagnóstico, a classificação da doença ou a conduta. Exame demais só aumenta custo e fila, sem benefício real para o paciente. No caso da alternativa E, o quadro é de tosse há vários meses, dispneia aos médios esforços e tabagismo. Isso acende a suspeita de doença obstrutiva crônica, especialmente DPOC, e o exame que confirma obstrução ventilatória é a espirometria. Ela é fundamental para diagnóstico e classificação da gravidade, porque mostra redução do VEF1/FVC após broncodilatador e ajuda a orientar o tratamento. É exatamente aqui que a prova quer chegar: espirometria não é "exame por hábito", mas exame necessário quando há suspeita clínica de doença respiratória crônica. Sem ela, você fica só no achismo, e medicina não gosta de achismo, ainda mais em paciente tabagista com dispneia progressiva. Base doutrinária: em diretrizes para DPOC, a espirometria é exame obrigatório para confirmar obstrução persistente ao fluxo aéreo e graduar a doença. Já radiografia de tórax, em muitos cenários de tosse aguda sem gravidade, não é necessária de rotina.

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