Durante o atendimento de suporte avançado de vida a pacientes com parada cardiorrespiratória em atividade elétrica sem pulso (AESP), é recomendado o uso rotineiro de I bicarbonato de sódio. II sulfato de magnésio. III cálcio. IV fibrinolíticos. Assinale a opção correta.
- A)Apenas o item I está certo.
Errada, porque o bicarbonato de sódio não é usado rotineiramente na AESP, apenas em indicações específicas.
- B)Apenas os itens II e III estão certos.
Errada, porque magnésio e cálcio não são medicações de uso rotineiro na parada em AESP.
- C)Apenas os itens III e IV estão certos.
Errada, porque cálcio e fibrinolíticos não fazem parte da rotina do atendimento da AESP.
- D)Apenas os itens I, II e IV estão certos.
Errada, porque bicarbonato e fibrinolíticos não devem ser administrados de forma automática na parada cardiorrespiratória.
- E)Nenhum dos itens está certo.
Certa, porque nenhum dos itens listados é recomendado rotineiramente na AESP.
Gabarito: E
Na parada cardiorrespiratória em atividade elétrica sem pulso (AESP), a prioridade é qualidade da RCP, adrenalina e busca rápida das causas reversíveis. A ideia central aqui é simples: AESP não se trata com remédio "de rotina" para todo mundo, porque o problema geralmente é a causa de base, e não uma falta de bicarbonato, cálcio ou magnésio no meio da emergência. Por isso, nas diretrizes de suporte avançado de vida, não se recomenda o uso rotineiro de bicarbonato de sódio, sulfato de magnésio, cálcio ou fibrinolíticos durante a parada. Esses agentes só entram em cena em situações bem específicas, como hipercalemia, hipomagnesemia, intoxicações, trombose pulmonar maciça suspeita ou outros cenários selecionados. Ou seja, não é para sair usando como se fosse tempero de pronto-socorro. O bicarbonato, por exemplo, não deve ser administrado de forma automática em PCR. O cálcio também não é rotina, ficando reservado para hipercalemia, hipocalcemia ou intoxicação por bloqueador de canal de cálcio. O magnésio é útil principalmente em torsades de pointes ou hipomagnesemia. Já os fibrinolíticos podem ser considerados em casos selecionados de tromboembolismo pulmonar suspeito, mas não como conduta padrão da AESP. Assim, como nenhum dos itens apresentados é recomendado rotineiramente no atendimento de AESP, a alternativa correta é a que afirma que nenhum deles está certo. Esse raciocínio está alinhado com as diretrizes de ressuscitação cardiopulmonar e suporte avançado de vida da American Heart Association, amplamente seguidas em provas.