Em relação aos distúrbios do sistema linfático, assinale a opção correta.
- A)O linfedema primário é mais comum do que o secundário.
Errada, porque o linfedema secundário é mais comum que o primário.
- B)O linfedema primário é causado por um bloqueio do sistema linfático.
Errada, porque bloqueio ou lesão do sistema linfático é típico do linfedema secundário, não do primário.
- C)Os exames de imagem não são indicados no diagnóstico de linfedema.
Errada, porque exames de imagem podem ser indicados para avaliar e confirmar a causa do edema.
- D)O linfedema secundário pode ocorrer após uma grande intervenção cirúrgica.
Certa, porque grandes cirurgias podem lesar ou remover estruturas linfáticas e causar linfedema secundário.
- E)A drenagem linfática manual é contraindicada como medida terapêutica.
Errada, porque a drenagem linfática manual pode ser medida terapêutica em muitos casos de linfedema.
Gabarito: D
Linfedema é edema por acúmulo de linfa, em geral por falha de drenagem do sistema linfático. Ele pode ser primário, quando a própria via linfática já nasce com alteração, ou secundário, quando algo que era normal passa a funcionar mal depois de um dano ou obstrução. Na prática, o secundário é o mais frequente, porque aparece em situações bem comuns de consulta, como cirurgia, radioterapia, trauma, infecção ou neoplasia. É aqui que a questão cobra o básico com cara de pegadinha: uma grande intervenção cirúrgica pode lesar vasos e linfonodos, interrompendo o fluxo linfático e levando a linfedema secundário. Isso é clássico após cirurgia oncológica com retirada de linfonodos, por exemplo em mama, pelve ou região inguinal. Os exames de imagem podem ser úteis, sim, sobretudo para confirmar, afastar outras causas de edema e avaliar a anatomia linfática. Dependendo do caso, podem entrar ultrassonografia, linfocintilografia, ressonância e outros métodos. Ou seja, não existe essa ideia de que imagem “não serve” para linfedema. No tratamento, a drenagem linfática manual não é inimiga do paciente; pelo contrário, costuma fazer parte da abordagem conservadora, junto com compressão, exercícios e cuidados com a pele. Então, quando a banca joga uma proibição absoluta, vale desconfiar. O item correto é o que relaciona linfedema secundário a grande cirurgia, porque isso é um mecanismo bem reconhecido na doutrina médica.