O vírus da papilomatose humana está associado ao desenvolvimento de lesões malignas e pré-malignas no colo uterino, pênis, vulva, vagina, canal anal e orofaringe. Mais de 170 subtipos desse vírus já foram identificados, sendo que alguns são de alto risco para desenvolvimento de lesões neoplásicas malignas. O único subtipo considerado de baixo risco, estando mais associado à formação de verrugas genitais, é o
- A)16.
Errada, porque o HPV 16 é um subtipo de alto risco, associado a lesões pré-malignas e câncer, não ao quadro típico de verrugas genitais.
- B)6.
Certa, porque o HPV 6 é o subtipo clássico de baixo risco, mais relacionado a condilomas acuminados e verrugas genitais.
- C)18.
Errada, porque o HPV 18 também é de alto risco oncogênico, muito associado a lesões malignas e pré-malignas.
- D)31.
Errada, porque o HPV 31 é considerado de alto risco, com associação a neoplasias e displasia epitelial.
- E)33.
Errada, porque o HPV 33 também integra o grupo de alto risco oncogênico, não o de baixo risco.
Gabarito: B
O HPV é um grupo de vírus com subtipos de baixo e alto risco oncogênico. Os de alto risco, como os mais cobrados em prova, estão ligados a lesões pré-malignas e malignas do colo uterino, ânus, pênis, vulva, vagina e orofaringe. Já os de baixo risco costumam aparecer nas verrugas genitais, que são bem mais “caras de pau”, mas menos perigosas do ponto de vista oncológico. A banca quer que você associe o subtipo clássico de baixo risco às verrugas genitais. Nesse ponto, a resposta é o HPV 6, que é tradicionalmente lembrado junto com o HPV 11 como causa de condilomas acuminados. Em provas de medicina e urologia, esse é um dos pares mais cobrados, porque separa o que dá verruga do que dá lesão displásica. Os subtipos 16 e 18 são os grandes vilões oncogênicos, muito ligados a câncer e lesões precursoras. Outros como 31 e 33 também entram no grupo de alto risco, então não fazem o papel de baixo risco pedido no enunciado. Em resumo: se a questão fala em verruga genital e baixo risco, pense em HPV 6 antes de qualquer outro. Não há uma regra legal aqui; o fundamento é doutrinário e epidemiológico, com base na classificação dos tipos de HPV em baixo e alto risco oncogênico, amplamente aceita na prática clínica e nos materiais de infectologia, ginecologia e urologia.