← Questões de Medicina

Medicina · CESPE/CEBRASPE · 2024

Questão comentada de Medicina

A respeito de insuficiência cardíaca, assinale a opção correta.

Gabarito: D

Na insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida, o tratamento mudou bastante: hoje a ideia é combinar classes que melhoram sintomas e, principalmente, reduzem mortalidade. Entre elas estão betabloqueadores, IECA/BRA ou, em muitos casos, o INRA, antagonistas de mineralocorticoide e os inibidores de SGLT2. Parece uma sopa de letrinhas, mas o raciocínio é simples: manter o coração sob controle, sem tirar remédios que já estão ajudando quando o quadro piora. O ponto central da questão é que, na insuficiência cardíaca aguda, se o paciente já usa betabloqueador, em regra você não deve suspendê-lo de rotina. A suspensão pode descompensar ainda mais o quadro, aumentar taquicardia e piorar prognóstico. Só há exceções, como choque cardiogênico, hipoperfusão importante, bradicardia grave ou necessidade de suporte inotrópico, situações em que a segurança vem primeiro. Por isso o gabarito é a letra D: o tratamento da insuficiência cardíaca aguda, em geral, preza por evitar a interrupção do betabloqueador já em uso, salvo raras exceções clínicas. As diretrizes de insuficiência cardíaca, como as da Sociedade Brasileira de Cardiologia e as internacionais ACC/AHA/HFSA e ESC, seguem essa lógica. As demais alternativas trazem erros clássicos: nem todo paciente com ICFEr recebe betabloqueador imediatamente, digitálicos não são primeira linha, INRA não deve ser combinado com IECA, e SGLT2 pode, sim, ser associado a metformina quando houver indicação diabética.

Continue treinando

Questões relacionadas