Os distúrbios hidroeletrolíticos mais frequentes em pacientes pediátricos com quadro de vômitos em pós-operatório são
- A)hipocalcemia e hipercloremia.
Errada, porque hipocalcemia e hipercloremia não são o padrão mais frequente em vômitos pós-operatórios pediátricos.
- B)desidratação e hipomagnesemia.
Errada, porque desidratação pode ocorrer, mas hipomagnesemia não é o distúrbio mais típico e frequente nesse contexto.
- C)desidratação e hipocalemia.
Certa, pois vômitos levam com muita frequência a desidratação e perda de potássio, resultando em hipocalemia.
- D)hiperidratação e hiperfosfatemia.
Errada, porque hiperidratação e hiperfosfatemia não combinam com o quadro de perdas por vômitos.
- E)hipernatremia e hipercalemia.
Errada, porque vômitos não costumam causar hipernatremia e hipercalemia como associação mais comum.
Gabarito: C
Em criança no pós-operatório, vômitos repetidos costumam levar a perda de líquidos e eletrólitos, principalmente água e cloreto de hidrogênio, com tendência à desidratação. Se o quadro persiste, o organismo também perde potássio e pode ocorrer hipocalemia, ainda mais se houver jejum, soro inadequado ou reposição sem correção do déficit. Na prática, a dupla que mais aparece nesses casos é exatamente essa: desidratação + hipocalemia, porque o vômito não só tira volume, mas também bagunça o equilíbrio eletrolítico. É um cenário clássico da pediatria: a criança vai ficando mais prostrada, com mucosas secas e sinais laboratoriais de queda do potássio, que pode até piorar o íleo e perpetuar o problema. Por isso, o gabarito é a letra C. O raciocínio clínico é mais importante que decorar lista: vômito pós-operatório pede atenção imediata ao estado volêmico e ao potássio sérico.