Assinale a opção que indica o medicamento cuja contraindicação de uso é absoluta em gestantes para o tratamento de doença inflamatória intestinal.
- A)mesalazina
Errada, porque a mesalazina é amplamente usada na gestação e não tem contraindicação absoluta.
- B)adalimumabe
Errada, porque o adalimumabe pode ser utilizado na gestante quando houver indicação clínica.
- C)metotrexato
Certa, porque o metotrexato é teratogênico e contraindicado de forma absoluta na gestação.
- D)azatioprina
Errada, porque a azatioprina não é uma contraindicação absoluta e pode ser usada em casos selecionados.
- E)infliximabe
Errada, porque o infliximabe não tem contraindicação absoluta na gestação, embora exija avaliação do momento de uso.
Gabarito: C
Na doença inflamatória intestinal, a escolha do remédio na gestação exige cuidado redobrado: o objetivo é controlar a doença sem expor o feto a drogas sabidamente teratogênicas. Em geral, mesalazina, azatioprina e anti-TNF como infliximabe e adalimumabe podem ser usados quando há indicação, porque o risco maior costuma ser a doença descompensada, não o controle em si. O ponto-chave da questão é que o metotrexato é contraindicado de forma absoluta na gestação. Ele é antimetabólito e antagonista do ácido fólico, com efeito teratogênico e abortivo, podendo causar malformações e perda gestacional. Por isso, mesmo em paciente com DII, ele deve ser evitado em gestantes e também antes da concepção. As outras alternativas confundem quem decora lista sem pensar no mecanismo. Mesalazina é considerada segura. Azatioprina pode ser mantida em muitos casos. Infliximabe e adalimumabe, apesar de atravessarem a placenta mais no fim da gestação, não têm contraindicação absoluta como o metotrexato. Resumo de prova: se aparecer "gestante" + "DII" + "contraindicação absoluta", acenda o alerta para fármacos teratogênicos clássicos. Aqui, o nome que derruba a questão é metotrexato.