Com relação a urticária e angioedema, rinite alérgica e cefaleias, assinale a opção correta.
- A)O desenvolvimento de angioedema em pacientes hipertensos usuários de inibidores da enzima de conversão da angiotensina é mais frequente em pessoas brancas que em negras.
Errada, porque o angioedema por inibidores da ECA é mais frequente em pessoas negras do que em brancas.
- B)Na maioria dos casos, os pacientes com história de cefaleia de forte intensidade e de início recente devem ser submetidos ao exame de tomografia computadorizada ou ressonância magnética de cérebro, como procedimentos de rastreamento inicial.
Errada, pois cefaleia intensa e recente não exige, na maioria dos casos, imagem de rastreamento; a indicação depende de sinais de alarme e suspeita de causa secundária.
- C)Os anti-histamínicos orais H1 de ação prolongada são eficazes no tratamento da congestão nasal decorrente de rinite alérgica, porém apresentam menor eficácia no tratamento do prurido nasofaríngeo, dos espirros e da rinorreia aquosa.
Errada, porque os anti-histamínicos H1 orais ajudam mais espirros, prurido e rinorreia do que a congestão nasal.
- D)A imunoterapia é recomendada para o tratamento de pacientes com rinite alérgica que apresentem sintomas moderados a graves e sejam hiporresponsivos aos demais tratamentos.
Certa, pois a imunoterapia é indicada na rinite alérgica quando os sintomas são moderados a graves e o paciente responde mal aos tratamentos usuais.
- E)A migrânea e outros tipos de cefaleia classificadas como primárias, no atendimento de urgência, são consideradas cefaleias vasculares.
Errada, porque migrânea e outras cefaleias primárias não são classificadas como cefaleias vasculares no conceito atual.
Gabarito: D
A questão mistura três assuntos que costumam aparecer em prova: urticária/angioedema, rinite alérgica e cefaleias. O ponto mais cobrado aqui é que a imunoterapia alérgeno-específica pode ser indicada na rinite alérgica quando o paciente mantém sintomas moderados a graves, apesar do tratamento habitual, ou quando ele não tolera bem os remédios. Em outras palavras: se o controle clínico não vem, a imunoterapia entra como estratégia para reduzir a resposta alérgica ao longo do tempo. Na rinite alérgica, anti-histamínicos H1 orais de segunda geração ajudam muito em espirros, prurido e rinorreia, mas costumam ser menos úteis para congestão nasal isoladamente. Já cefaleia forte e recente não vira automaticamente tomografia ou ressonância em todo mundo: a imagem é reservada para sinais de alerta, exame neurológico alterado ou suspeita de causa secundária. Sobre angioedema associado a inibidores da ECA, o risco é maior em pessoas negras, não em brancas. E a migrânea não é classificada como cefaleia vascular no sentido antigo da terminologia de prova, porque a classificação atual das cefaleias primárias segue outro padrão, da International Classification of Headache Disorders. Assim, a alternativa D está correta porque descreve a indicação clássica da imunoterapia na rinite alérgica: sintomas moderados a graves com resposta inadequada aos tratamentos convencionais.