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Medicina · CESPE/CEBRASPE · 2024

Questão comentada de Medicina

Os critérios aceitáveis para vigilância ativa no câncer de próstata incluem

Gabarito: D

Vigilância ativa no câncer de próstata é a estratégia para tumores de baixo risco, com intenção de acompanhar de perto e só tratar se houver sinal de progressão. A ideia é simples: nem todo câncer de próstata precisa sair correndo para cirurgia ou radioterapia, porque alguns têm comportamento bem lento. Na prática, ela é reservada para doença localizada, de baixo volume, baixo grau e PSA baixo. Os critérios mais aceitos incluem estadiamento clínico T1c ou T2a, toque retal sem achados preocupantes, PSA geralmente menor que 10 ng/mL, ISUP 1, e poucos fragmentos positivos na biópsia, com baixo percentual de acometimento. Em muitos protocolos, admite-se até 2 fragmentos positivos, cada um com até 50% de comprometimento, exatamente como descreve a alternativa correta. Em outras palavras: pouca doença, baixo grau e sem sinais de agressividade. A alternativa D está correta porque reúne esse perfil clássico de baixo risco: T2a, ISUP 1, PSA entre 4 e 10 ng/mL e apenas 2 fragmentos positivos com até 50% de acometimento em cada um. Isso é compatível com vigilância ativa, pois não sugere tumor volumoso nem de maior agressividade. As demais alternativas escorregam para cenários que já fogem da vigilância ativa, como ISUP mais alto, estadiamento mais avançado ou achados histológicos mais preocupantes. Em prova, sempre desconfie quando aparecer grau alto, T3, padrão cribiforme ou excesso de fragmentos comprometidos: geralmente a banca está tentando tirar você da zona segura da vigilância ativa.

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