Os critérios aceitáveis para vigilância ativa no câncer de próstata incluem
- A)estádio clínico T1c, toque retal normal, ISUP 4, com apenas um fragmento acometido.
Errada, porque ISUP 4 é grau alto e não se encaixa em vigilância ativa, mesmo com um único fragmento acometido.
- B)estádio clínico T2c, ISUP 3 e PSA < 10 ng/mL.
Errada, porque T2c e ISUP 3 já indicam doença além do baixo risco habitual para vigilância ativa.
- C)estádio clínico T3a, ISUP 2, PSA < 4 ng/mL e menos de 50% dos fragmentos acometidos.
Errada, porque T3a representa doença localmente mais avançada, afastando os critérios clássicos de vigilância ativa.
- D)estádio clínico T2a, ISUP1, PSA entre 4 ng/mL e 10 ng/ml e 2 fragmentos positivos com até 50% de acometimento em cada fragmento.
Certa, pois reúne tumor localizado de baixo risco com ISUP 1, PSA em faixa aceitável e poucos fragmentos com baixo volume tumoral.
- E)estádio clínico T2b, ISUP 2, densidade de PSA > 0,15 ng/mL e padrão cribiforme.
Errada, porque T2b, ISUP 2, densidade de PSA elevada e padrão cribiforme aumentam o risco e desfavorecem vigilância ativa.
Gabarito: D
Vigilância ativa no câncer de próstata é a estratégia para tumores de baixo risco, com intenção de acompanhar de perto e só tratar se houver sinal de progressão. A ideia é simples: nem todo câncer de próstata precisa sair correndo para cirurgia ou radioterapia, porque alguns têm comportamento bem lento. Na prática, ela é reservada para doença localizada, de baixo volume, baixo grau e PSA baixo. Os critérios mais aceitos incluem estadiamento clínico T1c ou T2a, toque retal sem achados preocupantes, PSA geralmente menor que 10 ng/mL, ISUP 1, e poucos fragmentos positivos na biópsia, com baixo percentual de acometimento. Em muitos protocolos, admite-se até 2 fragmentos positivos, cada um com até 50% de comprometimento, exatamente como descreve a alternativa correta. Em outras palavras: pouca doença, baixo grau e sem sinais de agressividade. A alternativa D está correta porque reúne esse perfil clássico de baixo risco: T2a, ISUP 1, PSA entre 4 e 10 ng/mL e apenas 2 fragmentos positivos com até 50% de acometimento em cada um. Isso é compatível com vigilância ativa, pois não sugere tumor volumoso nem de maior agressividade. As demais alternativas escorregam para cenários que já fogem da vigilância ativa, como ISUP mais alto, estadiamento mais avançado ou achados histológicos mais preocupantes. Em prova, sempre desconfie quando aparecer grau alto, T3, padrão cribiforme ou excesso de fragmentos comprometidos: geralmente a banca está tentando tirar você da zona segura da vigilância ativa.