O nervo mais comumente lesionado nas fraturas supracodilianas do úmero do tipo III de Gartland, quando o desvio é posterolateral, é o nervo
- A)radial.
Incorreta: o nervo radial pode ser lesionado em alguns padrões de desvio, mas não é o mais comum nesse caso.
- B)músculo-cutâneo.
Incorreta: o músculo-cutâneo não é o nervo tipicamente associado a essa fratura.
- C)mediano.
Correta: no desvio posterolateral das fraturas supracondilianas de Gartland tipo III, o nervo mediano é o mais frequentemente lesionado.
- D)interósseo posterior.
Incorreta: o nervo interósseo posterior não é o nervo classicamente relacionado a esse padrão de fratura.
- E)ulnar.
Incorreta: o nervo ulnar é mais lembrado em outras situações, não como o principal nessa apresentação.
Gabarito: C
Nas fraturas supracondilianas do úmero em crianças, o que manda na história é o sentido do desvio do fragmento distal. Nas lesões tipo III de Gartland, a fratura é totalmente desviada, e isso aumenta bastante o risco de lesão neurológica e vascular, porque os nervos ficam espremidos, esticados ou até presos na linha de fratura. Quando o desvio é posterolateral, o nervo que mais costuma sofrer é o mediano, especialmente seu ramo interósseo anterior. É um padrão clássico da ortopedia: o deslocamento do fragmento muda a relação anatômica com o feixe neurovascular, e o mediano acaba pagando a conta. Se fosse outro sentido de desvio, o nervo mais ameaçado poderia mudar também. Por isso o gabarito é a letra C. A banca gosta desse detalhe fino: não basta saber que a fratura supracondiliana lesa nervos com frequência, é preciso lembrar qual nervo se associa a cada padrão de desvio. Em prova, esse tipo de associação anatômica é quase uma armadilha com crachá. Como reforço prático, pense assim: fratura supracondiliana desviada em criança não é só osso quebrado, é sempre um exame neurológico caprichado na hora. O mediano é o campeão de cobrança aqui, principalmente no desvio posterolateral.