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Medicina · CESPE/CEBRASPE · 2024

Questão comentada de Medicina

Um paciente do sexo masculino, com 37 anos de idade, bateu a cabeça em uma pedra enquanto praticava esqui na neve nos Alpes suíços. Ficou confuso por alguns minutos, mas depois voltou ao normal. Cinco horas depois, mostrou-se letárgico e havia hemiparesia do lado esquerdo. Foi levado ao pronto-socorro e a tomografia de crânio mostrou hematoma epidural. Considerando a situação hipotética descrita, assinale a opção que apresenta o vaso lesionado e o forame pelo qual esse vaso entra no crânio.

Gabarito: A

O quadro é clássico de hematoma epidural: a pancada na cabeça, a perda breve de consciência, o “acorda bem” por alguns minutos e depois piora progressiva formam quase um roteiro de prova. Isso acontece porque o sangue se acumula entre o osso do crânio e a dura-máter, geralmente após lesão de uma artéria, não de uma veia. O paciente pode até parecer relativamente bem no início, mas depois evolui com rebaixamento do nível de consciência e sinais focais, como a hemiparesia descrita. A causa mais cobrada é a lesão da artéria meníngea média, que corre pela face interna do crânio e é vulnerável em traumas temporais. Essa artéria entra na cavidade craniana pelo forame espinhoso, junto com o ramo meníngeo da artéria maxilar. Por isso, quando a questão fala em hematoma epidural traumático, a associação clássica é artéria meníngea média + forame espinhoso. Na prática, o detalhe anatômico resolve a questão sem drama: artéria meníngea média sangrando, hematoma epidural, piora após intervalo lúcido. É o tipo de associação que cai muito porque mistura neurologia, anatomia e trauma em uma única cena. Em provas, isso costuma ser tratado de forma direta e padronizada, sem muita margem para invenção. Logo, o gabarito A está correto porque o hematoma epidural traumático mais típico decorre da ruptura da artéria meníngea média, que entra no crânio pelo forame espinhoso.

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