Um paciente do sexo masculino, com 37 anos de idade, bateu a cabeça em uma pedra enquanto praticava esqui na neve nos Alpes suíços. Ficou confuso por alguns minutos, mas depois voltou ao normal. Cinco horas depois, mostrou-se letárgico e havia hemiparesia do lado esquerdo. Foi levado ao pronto-socorro e a tomografia de crânio mostrou hematoma epidural. Considerando a situação hipotética descrita, assinale a opção que apresenta o vaso lesionado e o forame pelo qual esse vaso entra no crânio.
- A)artéria meníngea média; pelo forame espinhoso
Correta: a artéria meníngea média é a causa clássica de hematoma epidural e entra no crânio pelo forame espinhoso.
- B)veia jugular; pelo forame jugular
Errada: a veia jugular não é a estrutura típica envolvida em hematoma epidural traumático e não entra no crânio pelo forame jugular para esse quadro.
- C)artéria meníngea média; pelo forame lacerado
Errada: a artéria meníngea média é a vaso certo, mas o forame lacerado não é a via de entrada dela no crânio.
- D)veia jugular; pelo forame espinhoso
Errada: a veia jugular não corresponde ao mecanismo clássico do hematoma epidural e o forame espinhoso não é sua passagem.
- E)artéria carótida; pelo canal carotídeo
Errada: a carótida interna entra pelo canal carotídeo, mas não é o vaso típico associado ao hematoma epidural desta situação.
Gabarito: A
O quadro é clássico de hematoma epidural: a pancada na cabeça, a perda breve de consciência, o “acorda bem” por alguns minutos e depois piora progressiva formam quase um roteiro de prova. Isso acontece porque o sangue se acumula entre o osso do crânio e a dura-máter, geralmente após lesão de uma artéria, não de uma veia. O paciente pode até parecer relativamente bem no início, mas depois evolui com rebaixamento do nível de consciência e sinais focais, como a hemiparesia descrita. A causa mais cobrada é a lesão da artéria meníngea média, que corre pela face interna do crânio e é vulnerável em traumas temporais. Essa artéria entra na cavidade craniana pelo forame espinhoso, junto com o ramo meníngeo da artéria maxilar. Por isso, quando a questão fala em hematoma epidural traumático, a associação clássica é artéria meníngea média + forame espinhoso. Na prática, o detalhe anatômico resolve a questão sem drama: artéria meníngea média sangrando, hematoma epidural, piora após intervalo lúcido. É o tipo de associação que cai muito porque mistura neurologia, anatomia e trauma em uma única cena. Em provas, isso costuma ser tratado de forma direta e padronizada, sem muita margem para invenção. Logo, o gabarito A está correto porque o hematoma epidural traumático mais típico decorre da ruptura da artéria meníngea média, que entra no crânio pelo forame espinhoso.