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Medicina · CESPE/CEBRASPE · 2024

Questão comentada de Medicina

A hemofilia congênita (hereditária) é uma patologia relacionada ao distúrbio da hemostasia secundária. A hemofilia A é muito mais prevalente que a hemofilia B. O diagnóstico laboratorial bem como o histórico familiar associado à apresentação clínica das manifestações hemorrágicas são essenciais para o diagnóstico das hemofilias congênitas. Acerca do diagnóstico laboratorial da hemofilia A, assinale a opção correta.

Gabarito: B

A hemofilia A é um defeito do fator VIII, então o problema fica na via intrínseca da coagulação. Por isso, o exame que costuma chamar atenção é o TTPA prolongado, enquanto o TAP geralmente permanece normal. É aquela pista clássica de prova: sangramento + TTPA alterado + história familiar, e a investigação segue com dosagem do fator VIII. Na classificação laboratorial, a hemofilia A grave ocorre quando o fator VIII está abaixo de 1 UI/dL, isto é, menor que 1% do normal. A forma moderada fica entre 1% e 5%, e a leve entre 5% e 40%. Esses cortes são os que você precisa guardar, porque a banca adora trocar os percentuais de lugar. Assim, a alternativa B está correta porque define exatamente a hemofilia A grave: fator VIII < 1 UI/dL ou < 1% do valor normal. Isso bate com a classificação clássica usada em hematologia e em manuais como o da World Federation of Hemophilia. Em resumo: se o fator VIII está muito baixo, o quadro é grave; se está intermediário, a hemofilia é moderada ou leve conforme a faixa. O detalhe que derruba muita gente é confundir TAP com TTPA e embaralhar as faixas de atividade do fator VIII.

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