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Medicina · CESPE/CEBRASPE · 2024

Questão comentada de Medicina

Quanto à abordagem da criança politraumatizada, assinale a opção correta.

Gabarito: B

Na criança politraumatizada, a abordagem inicial segue a lógica do PALS/ATLS: primeiro salvar o que mata mais rápido, como via aérea, ventilação e circulação, e não sair correndo atrás do soro antes de garantir que a criança esteja respirando e oxigenando bem. Em pediatria, isso é ainda mais importante porque a reserva fisiológica é menor e a descompensação vem rápido, quase sem avisar. Por isso, a avaliação do abdome no trauma precisa ser muito cuidadosa. Quando aparece pneumoperitônio, a suspeita forte é de perfuração de víscera oca, como intestino, o que costuma indicar necessidade de tratamento cirúrgico. Em trauma abdominal, a imagem de ar livre na cavidade peritoneal é um achado clássico de lesão perfurativa e não é algo para "observar em casa" com calma demais. As demais alternativas misturam conceitos verdadeiros com condutas erradas. Criança traumatizada deve ter vias aéreas e ventilação priorizadas desde o atendimento pré-hospitalar, hipotermia deve ser evitada, e pneumotórax aberto não se resolve com agulha calibrosa, mas com curativo oclusivo e drenagem torácica conforme o caso. Já ruptura extraperitoneal de bexiga, em geral, é tratada de forma conservadora, com drenagem urinária, e não com cirurgia imediata. Resumo de prova: em trauma pediátrico, pense em ABCDE sem inverter a ordem. E, se o enunciado falar em pneumoperitônio, acenda o alerta de víscera oca perfurada, porque isso costuma levar a abordagem cirúrgica.

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