Paciente com 12 anos de idade, diagnosticado com TDAH, com predomínio de queixas de desatenção, medicado com metilfenidato há 2 anos, não apresentou melhora em seu quadro clínico e nem no rendimento acadêmico. No caso clínico hipotético descrito, a opção terapêutica adequada para substituir o atual fármaco seria a prescrição de
- A)lítio.
Errada, porque lítio é estabilizador do humor e não é tratamento de escolha para TDAH.
- B)demesilato de lisdexanfetamina.
Certa, porque a lisdexanfetamina é um estimulante indicado para TDAH e pode ser usada quando o metilfenidato não funciona bem.
- C)divalproato de sódio.
Errada, porque divalproato de sódio é anticonvulsivante/estabilizador do humor, sem indicação padrão para substituir estimulante no TDAH.
- D)desvenlafaxina.
Errada, porque desvenlafaxina é antidepressivo e não é a troca habitual para falha terapêutica do metilfenidato no TDAH.
- E)bupropiona.
Errada, porque bupropiona não é a melhor opção aqui, já que a troca mais respaldada é por outro estimulante com melhor evidência para TDAH.
Gabarito: B
No TDAH, o metilfenidato costuma ser uma das primeiras escolhas, mas não é raro haver resposta insuficiente, seja por dose inadequada, aderência ruim ou simplesmente por falha terapêutica mesmo. Quando isso acontece, a conduta não é “inventar moda” com remédios de outras áreas, e sim trocar por outro estimulante com mecanismo parecido, mas perfil farmacológico diferente. A lisdexanfetamina é uma opção muito usada nesse cenário porque também atua como estimulante do SNC, com eficácia bem estabelecida para TDAH em crianças e adolescentes, inclusive quando o metilfenidato não trouxe o resultado esperado. Ela pode melhorar desatenção, impulsividade e desempenho funcional, que é justamente o objetivo do tratamento: não é só baixar nota de sintoma, é fazer a vida andar. As outras alternativas fogem do tratamento padrão do TDAH. Lítio e divalproato são estabilizadores do humor, mais ligados a transtorno bipolar e controle de agitação em contextos específicos. Desvenlafaxina é antidepressivo, sem papel clássico na troca de estimulante em TDAH pediátrico. Bupropiona até pode aparecer como opção off-label em alguns casos, mas não é a melhor escolha de substituição quando se quer trocar um estimulante por outro com evidência mais forte. Então, diante de falha com metilfenidato em um adolescente com TDAH, a substituição mais adequada é a lisdexanfetamina. Em prova, a lógica é: se um estimulante falhou, pense em outro estimulante antes de sair correndo para classes que não são o tratamento de primeira linha.