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Medicina · CESPE/CEBRASPE · 2024

Questão comentada de Medicina

Paciente com 12 anos de idade, diagnosticado com TDAH, com predomínio de queixas de desatenção, medicado com metilfenidato há 2 anos, não apresentou melhora em seu quadro clínico e nem no rendimento acadêmico. No caso clínico hipotético descrito, a opção terapêutica adequada para substituir o atual fármaco seria a prescrição de

Gabarito: B

No TDAH, o metilfenidato costuma ser uma das primeiras escolhas, mas não é raro haver resposta insuficiente, seja por dose inadequada, aderência ruim ou simplesmente por falha terapêutica mesmo. Quando isso acontece, a conduta não é “inventar moda” com remédios de outras áreas, e sim trocar por outro estimulante com mecanismo parecido, mas perfil farmacológico diferente. A lisdexanfetamina é uma opção muito usada nesse cenário porque também atua como estimulante do SNC, com eficácia bem estabelecida para TDAH em crianças e adolescentes, inclusive quando o metilfenidato não trouxe o resultado esperado. Ela pode melhorar desatenção, impulsividade e desempenho funcional, que é justamente o objetivo do tratamento: não é só baixar nota de sintoma, é fazer a vida andar. As outras alternativas fogem do tratamento padrão do TDAH. Lítio e divalproato são estabilizadores do humor, mais ligados a transtorno bipolar e controle de agitação em contextos específicos. Desvenlafaxina é antidepressivo, sem papel clássico na troca de estimulante em TDAH pediátrico. Bupropiona até pode aparecer como opção off-label em alguns casos, mas não é a melhor escolha de substituição quando se quer trocar um estimulante por outro com evidência mais forte. Então, diante de falha com metilfenidato em um adolescente com TDAH, a substituição mais adequada é a lisdexanfetamina. Em prova, a lógica é: se um estimulante falhou, pense em outro estimulante antes de sair correndo para classes que não são o tratamento de primeira linha.

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