Para evitar falha do tratamento cirúrgico nas fraturas trocantéricas, a distância entre a ponta do implante e o ápice da cabeça femoral deve ser
- A)menor que 25mm.
Correta: a Tip-Apex Distance deve ser menor que 25 mm para diminuir o risco de cut-out e falha da fixação.
- B)acima de 50 mm.
Errada: acima de 50 mm é uma distância excessiva e claramente associada a maior risco de falha mecânica.
- C)de 25 mm a 30 mm.
Errada: 25 a 30 mm já ultrapassa o limite clássico de segurança usado para reduzir falhas.
- D)de 30 mm a 40 mm.
Errada: 30 a 40 mm também fica acima do valor recomendado e aumenta o risco de migração do implante.
- E)de 40 mm a 50 mm.
Errada: 40 a 50 mm é uma medida muito alta e incompatível com a fixação ideal da cabeça femoral.
Gabarito: A
Nas fraturas trocantéricas, o sucesso da fixação depende muito da qualidade da redução e, principalmente, da posição do implante no colo e na cabeça femoral. O conceito mais cobrado aqui é a Tip-Apex Distance (TAD), ou distância ponta-ápice, que soma as medidas em AP e perfil do parafuso até o ápice da cabeça femoral, corrigidas pelo aumento radiográfico. A ideia é simples: quanto menor essa distância, melhor a compra do implante na cabeça femoral e menor o risco de falha mecânica, como migração do parafuso, cut-out e perda de fixação. Por isso, em ortopedia, essa medida virou quase uma “bússola” para decidir se a montagem ficou segura ou não. O ponto clássico, descrito por Baumgaertner, é manter a TAD abaixo de 25 mm. Acima disso, o risco de falha aumenta bastante, especialmente quando a fratura é instável ou a redução não ficou anatomicamente boa. Em prova, se aparecer uma distância pequena e segura, pense em boa fixação; se a medida estiver maior, desconfie do insucesso. Então, o gabarito A está correto porque a distância entre a ponta do implante e o ápice da cabeça femoral deve ser menor que 25 mm para reduzir a chance de falha do tratamento cirúrgico nas fraturas trocantéricas.