Em relação a HIV/AIDS, assinale a opção correta.
- A)Para se candidatar à profilaxia pré-exposição (PrEP), a pessoa deverá realizar o teste rápido (TR1) e, se o resultado da amostra for reagente, de acordo com o fluxograma do manual técnico para o diagnóstico da infecção pelo HIV elaborado pelo Ministério da Saúde, a amostra será considerada como “reagente para HIV” e, nesse caso, a PrEP deverá ser iniciada.
Errada, porque um teste reagente para HIV não autoriza iniciar PrEP; isso exige investigação diagnóstica e, se confirmado, manejo como infecção pelo HIV.
- B)Uma pessoa que tenha sido indicada a profilaxia pós-exposição (PEP) por ter sido exposta ao risco de contaminação por HIV nas últimas 72 horas deve entrar em PEP imediatamente e iniciar a profilaxia pré-exposição (PrEP) diária logo após a conclusão do curso de 28 dias da PEP, a fim de evitar uma lacuna desnecessária entre a PEP e a PrEP.
Certa, porque após a PEP, se houver risco contínuo de exposição, a PrEP deve ser iniciada imediatamente ao término do esquema, evitando lacuna de proteção.
- C)Na estrutura do vírus HIV (100 nm), o envelope é constituído pela membrana proveniente da célula do hospedeiro onde está acoplada a proteína de superfície (gp 41) e a de transmembrana (gp 120).
Errada, porque as glicoproteínas estão trocadas: gp120 é a de superfície e gp41 é a transmembrana, não o contrário.
- D)Os inibidores da transcriptase reversa atuam na fase final do ciclo viral, impedindo a formação do DNA a partir do RNA, enquanto os inibidores da protease atuam no início do ciclo, impedindo a maturação da partícula viral.
Errada, porque a transcriptase reversa atua no início do ciclo viral, enquanto os inibidores da protease agem na etapa de maturação viral, mais ao final.
- E)Não ocorre infecção dupla pelo HIV devido à competição por material genético do hospedeiro pelo vírus.
Errada, porque pode ocorrer coinfecção e até superinfecção pelo HIV; não existe bloqueio por competição por material genético do hospedeiro.
Gabarito: B
Em HIV/AIDS, o que mais cai em prova é o ciclo viral, os medicamentos e a lógica de prevenção. A PrEP é usada antes da exposição, para quem tem risco contínuo, enquanto a PEP é uma medida de urgência, iniciada até 72 horas após uma exposição e mantida por 28 dias. Se a pessoa, ao terminar a PEP, continua com risco de exposição, faz sentido emendar com a PrEP sem criar uma “janela” desprotegida, desde que a avaliação clínica e o teste para HIV sejam compatíveis com esse fluxo do Ministério da Saúde. É exatamente essa a ideia cobrada na alternativa B. A lógica aqui é prática: PEP cobre o risco recente; PrEP protege o risco que vai continuar. Então, ao final da PEP, não é para “desligar o motor” e deixar a pessoa sem proteção até marcar outra consulta. O protocolo orienta a transição para PrEP quando houver indicação, reduzindo o intervalo entre uma estratégia e outra. Cuidado com a pegadinha clássica: teste reagente não libera PrEP como se nada tivesse acontecido. Se houver suspeita ou confirmação de infecção pelo HIV, o caminho é diagnóstico e tratamento, não profilaxia pré-exposição. Em resumo, a banca quis ver se voce sabe separar prevenção, diagnóstico e tratamento sem misturar as caixinhas. Como referência doutrinária e técnica, isso acompanha os manuais do Ministério da Saúde sobre PrEP e PEP, que orientam a continuidade da prevenção conforme o perfil de risco e a necessidade de testagem adequada para HIV.