Para um paciente febril de região endêmica (Amazônia Legal), o exame complementar prioritário indicado para o diagnóstico diferencial entre malária e doença de Chagas aguda consiste em
- A)lâmina corada de gota espessa ou de esfregaço.
Certa: a lâmina corada de gota espessa ou esfregaço é o exame prioritário para identificar malária e ajudar no diferencial com Chagas aguda.
- B)detecção de anticorpos anti-T. cruzi da classe IgM.
Errada: anticorpos IgM para T. cruzi não são o método prioritário na abordagem inicial e não resolvem o diagnóstico rápido da malária.
- C)testes rápidos para a detecção de componentes antigênicos de plasmódio.
Errada: testes rápidos para antígenos de plasmódio podem ajudar, mas não substituem a gota espessa/esfregaço como exame complementar prioritário.
- D)xenodiagnóstico.
Errada: o xenodiagnóstico é lento, pouco prático e não é a primeira escolha em um paciente febril com suspeita aguda.
- E)reação em cadeia da polimerase (PCR).
Errada: a PCR pode ser útil, mas não é o exame inicial prioritário cobrado para esse diferencial na rotina de prova.
Gabarito: A
Em paciente febril vindo de área endêmica da Amazônia Legal, a primeira preocupação prática é separar duas causas bem comuns no raciocínio inicial: malária e doença de Chagas aguda. Como ambas podem cursar com febre e mal-estar, o exame que “abre o jogo” com mais rapidez é a pesquisa direta do agente no sangue periférico. Na malária, o diagnóstico de escolha continua sendo a lâmina corada, feita em gota espessa e, quando necessário, complementada pelo esfregaço delgado. Esse exame permite visualizar o plasmódio e ainda ajuda a identificar a espécie, o que é importante para conduzir o tratamento. Em prova, isso costuma aparecer como o exame complementar prioritário na suspeita em paciente de área endêmica. Já na Chagas aguda, também é possível encontrar o Trypanosoma cruzi na fase aguda por métodos parasitológicos, mas o cenário da questão pede o diferencial entre malária e Chagas aguda em um paciente febril da Amazônia. Nessa situação, a gota espessa ou o esfregaço são os exames mais imediatos, acessíveis e resolutivos para malária, que é diagnóstico prioritário a descartar. É o clássico: febre na Amazônia, primeiro pense em malária até prova em contrário. Os demais testes têm problemas para esse momento: sorologia não é a melhor ferramenta para fase aguda inicial, xenodiagnóstico é demorado e pouco prático, e PCR pode ser útil, mas não costuma ser o exame complementar prioritário na abordagem inicial cobrada em concurso. Portanto, o gabarito é a alternativa A.