No atendimento emergencial do acidente vascular cerebral isquêmico, é recomendado
- A)reduzir rapidamente a pressão arterial na fase aguda por meio da administração de nifedipina.
Errada: na fase aguda do AVC isquêmico não se recomenda reduzir rapidamente a pressão arterial com nifedipina, porque a queda brusca pode piorar a perfusão cerebral.
- B)hidratar adequadamente o paciente com soluções glicosadas ou hipotônicas.
Errada: soluções glicosadas ou hipotônicas devem ser evitadas, pois podem favorecer edema cerebral e não são a hidratação de escolha nesse contexto.
- C)tratar hiperglicemia na fase aguda a partir de 220 mg/dL por meio de insulina NPH.
Errada: a hiperglicemia deve ser corrigida, mas a indicação e a meta não são essa descrita, e insulina NPH não é a forma preferida no manejo agudo.
- D)manter monitorização pressórica intensiva na fase aguda, objetivando PAS ≤ 180 mmHg e PAD ≤ 105 mmHg, nos casos submetidos ao tratamento trombolítico.
Certa: em pacientes com AVC isquêmico agudo submetidos à trombólise, recomenda-se monitorização pressórica intensiva e manutenção da PA em torno de PAS ≤ 180 mmHg e PAD ≤ 105 mmHg.
- E)considerar prioritariamente febre de origem central, tendo como meta manter a temperatura axilar abaixo de 38,5 °C, em caso de hipertermia.
Errada: a febre deve ser tratada e a meta de temperatura é baixar o quanto antes, mas a redação mistura prioridade diagnóstica e não expressa a conduta mais cobrada para o manejo agudo.
Gabarito: D
No AVC isquêmico agudo, a lógica do atendimento é simples: não atrapalhar o cérebro que ainda pode ser salvo. Por isso, a conduta inicial costuma ser mais conservadora com a pressão arterial, a menos que haja indicação específica de trombólise ou valores muito elevados. Em geral, não se deve baixar a pressão de forma agressiva e rápida, porque isso pode piorar a perfusão da área em risco. Quando o paciente vai receber trombólise, aí sim existe meta pressórica mais rígida. As diretrizes recomendam controlar a PA para mantê-la abaixo de 180/105 mmHg durante a fase aguda relacionada ao tratamento trombolítico. Na prática, isso exige monitorização frequente e uso de anti-hipertensivos apropriados, não aquela queda brusca e descoordenada que parece solução milagrosa, mas costuma ser erro clássico de prova. Além da pressão, outros cuidados importantes no AVC isquêmico agudo são evitar soluções glicosadas como rotina, corrigir hiperglicemia de forma prudente e tratar febre, porque hiperglicemia e hipertermia pioram o desfecho neurológico. Em outras palavras: manter o paciente estável e não criar novos problemas. Por isso o item D está correto: ele descreve a meta pressórica recomendada nos casos submetidos à trombólise, com monitorização intensiva e limite de PAS e PAD compatível com as diretrizes de atendimento ao AVC isquêmico agudo.