Assinale a opção que apresenta o exame prioritário de escolha capaz de identificar sinais precoces de infarto cerebral, 90% a 95% das hemorragias subaracnoides e quase 100% das hemorragias intraparenquimatosas, além de auxiliar na exclusão de causas não vasculares de sintomas neurológicos na fase aguda do acidente vascular cerebral.
- A)punção lombar para exame do líquor
Errada: a punção lombar não é exame prioritário inicial no AVC agudo, sendo reservada sobretudo quando se suspeita de hemorragia subaracnoidea e a tomografia não esclareceu o caso.
- B)angiotomografia ou angiorressonância
Errada: angiotomografia e angiorressonância avaliam os vasos e podem ajudar na etiologia, mas não são o exame inicial mais útil para separar isquemia de hemorragia na urgência.
- C)Doppler transcraniano
Errada: o Doppler transcraniano é mais usado como exame complementar e de monitorização, especialmente em vasoespasmo, e não como primeira escolha na fase aguda.
- D)tomografia computadorizada de crânio sem contraste
Certa: a tomografia computadorizada de crânio sem contraste é o exame prioritário no AVC agudo, porque detecta rapidamente hemorragia e pode mostrar sinais precoces de infarto, além de excluir outras causas.
- E)ressonância magnética de crânio
Errada: a ressonância magnética é muito sensível para isquemia, mas não costuma ser o exame prioritário na emergência por ser menos disponível e mais demorada.
Gabarito: D
Na fase aguda do AVC, a primeira imagem que costuma salvar tempo e evitar erro é a tomografia computadorizada de crânio sem contraste. Ela é rápida, amplamente disponível e, principalmente, consegue identificar hemorragia com grande sensibilidade logo no início, o que muda completamente a conduta. Por isso, antes de pensar em trombólise ou em outras medidas, você quer saber se há sangramento ou não. O ponto-chave da questão é justamente esse: a tomografia sem contraste detecta sinais precoces de infarto cerebral em muitos casos, identifica cerca de 90% a 95% das hemorragias subaracnoides e praticamente 100% das hemorragias intraparenquimatosas. Além disso, ajuda a excluir causas não vasculares de déficit neurológico agudo, como tumores, abscessos ou outras lesões estruturais. Na prática, ela é o exame inicial padrão no AVC agudo por ser rápida e porque o relógio, nesse cenário, não perdoa. A ressonância magnética é mais sensível para isquemia precoce, mas não costuma ser o exame prioritário na emergência, por demora, menor disponibilidade e maior custo. Já os exames vasculares, como angiotomografia, são complementares quando você quer estudar vasos e etiologia, não para a triagem inicial. Punção lombar entra mais quando a suspeita de hemorragia subaracnoidea permanece alta e a tomografia veio negativa, e o Doppler transcraniano é mais útil em acompanhamento hemodinâmico do que no primeiro passo. Em resumo: na suspeita de AVC agudo, a primeira imagem é a tomografia sem contraste, porque ela responde à pergunta mais urgente: há sangue ou não? E no pronto-socorro, essa resposta vale ouro.