Acerca da polineuropatia, assinale a opção correta.
- A)O diagnóstico dá-se apenas por exames de sangue e urina, que investigam também a causa da polineuropatia.
Errada, porque o diagnóstico da polineuropatia não depende apenas de exames de sangue e urina, já que a avaliação clínica e a eletroneuromiografia também são fundamentais.
- B)As principais causas da polineuropatia aguda são diabetes melito, uso excessivo de álcool, deficiência de vitamina B12 e hipotireoidismo.
Errada, porque diabetes e álcool são causas importantes de polineuropatia crônica, e não as principais causas de polineuropatia aguda.
- C)As principais causas de polineuropatia crônica são: infecções envolvendo uma toxina produzida por bactérias, doenças auto-imunes, algumas toxinas como fosfato de tricresilo (triorthocresyl phosphate, TOCP) e tálio.
Errada, porque mistura causas tóxicas e autoimunes de forma imprecisa e não corresponde ao quadro clássico das principais causas de polineuropatia crônica.
- D)O mieloma múltiplo é uma das causas de polineuropatia crônica que lesiona os nervos ao invadi-los ou pressioná-los diretamente.
Certa, porque o mieloma múltiplo pode causar polineuropatia crônica por infiltração, compressão ou outros mecanismos de agressão aos nervos periféricos.
- E)A polineuropatia é a disfunção de um único nervo periférico.
Errada, porque polineuropatia é acometimento de múltiplos nervos periféricos, enquanto a disfunção de um único nervo é mononeuropatia.
Gabarito: D
Polineuropatia é, em regra, o acometimento de vários nervos periféricos ao mesmo tempo, geralmente de forma simétrica e com padrão distal, como se a doença fosse “subindo pelas pontas” dos membros. Por isso, ela não é a lesão de um único nervo, mas um problema difuso do sistema nervoso periférico. O diagnóstico não se resume a sangue e urina: a avaliação costuma envolver história clínica, exame neurológico, eletroneuromiografia e exames laboratoriais para buscar a causa. As causas variam conforme a evolução, podendo ser metabólicas, carenciais, tóxicas, infecciosas, autoimunes ou neoplásicas. Na polineuropatia crônica, o mieloma múltiplo entra como causa importante porque pode produzir neuropatia por infiltração, compressão ou efeitos indiretos ligados à doença, lesando os nervos periféricos. É esse o ponto da alternativa D: ela descreve corretamente uma causa de polineuropatia crônica. Em termos doutrinários, a classificação costuma distinguir neuropatias focais, como mononeuropatias, das difusas, como as polineuropatias.