A epilepsia é definida pela hiperatividade neuronal e circuitos cerebrais levando a descargas elétricas excessivas e sincrônicas. Acerca da epilepsia, assinale a opção correta.
- A)Em países desenvolvidos, a epilepsia predomina na população idosa.
Errada: em países desenvolvidos, a epilepsia costuma ter maior impacto em crianças e idosos, mas não se pode afirmar que predomina na população idosa de forma geral.
- B)O diagnóstico é realizado por meio de eletrocardiograma e exame de imagem.
Errada: o diagnóstico de epilepsia não é feito por eletrocardiograma, e sim por avaliação clínica, com EEG e exames de imagem como apoio quando indicados.
- C)O único tratamento disponível é o uso de drogas antiepiléticas como, fenobarbital, a fenitoína, carbamazepina, valproato e benzodiazepínicos.
Errada: o tratamento não se resume a drogas antiepiléticas, pois há casos em que cirurgia, dieta cetogênica e outras abordagens também são usados.
- D)As causas da epilepsia podem ser genéticas ou adquiridas.
Certa: a epilepsia pode ter causas genéticas ou adquiridas, incluindo lesões estruturais, infecções, trauma, AVC e outras condições.
- E)A convulsão é a única manifestação de crises epiléticas decorrentes de alteração transitória das atividades neuronais.
Errada: crises epilépticas podem causar manifestações muito além de convulsões, como alterações de consciência, automatismos, sintomas sensitivos e autonômicos.
Gabarito: D
Epilepsia não é sinônimo de convulsão, e isso cai muito em prova. Ela é um transtorno neurológico caracterizado por crises epilépticas recorrentes, causadas por descargas neuronais excessivas e sincronizadas, com manifestações que podem ser motoras, sensitivas, autonômicas ou comportamentais. Ou seja, nem toda crise “balança o corpo”; às vezes a apresentação é bem mais discreta, como um olhar fixo, confusão breve ou sensações estranhas. Quanto às causas, elas podem ser genéticas ou adquiridas. As genéticas envolvem alterações hereditárias ou predisposição familiar, enquanto as adquiridas podem decorrer de trauma, AVC, infecções do SNC, tumores, malformações e outras agressões cerebrais. Por isso o gabarito é a letra D: ela resume corretamente a ideia moderna de etiologia da epilepsia, que pode ter origem genética, estrutural, infecciosa, metabólica, imunológica ou desconhecida, conforme a classificação da ILAE. O diagnóstico é principalmente clínico, baseado na história da crise, e exames como EEG e imagem ajudam na investigação, mas não substituem a avaliação clínica. O tratamento não se limita a remédios, porque em alguns casos podem ser indicadas cirurgia, dieta cetogênica, neuromodulação e outras estratégias. Em resumo: epilepsia é um problema de circuitos neuronais, a convulsão é só uma das possíveis formas de manifestação.