Em relação ao manejo dos resíduos de serviços de saúde (RSS), é correto afirmar que
- A)qualquer RSS deve ser acondicionado em caixas de papelão com tampa de fechamento de material plástico.
Errada, porque RSS não deve ser acondicionado de forma genérica em caixas de papelão com tampa plástica; o acondicionamento depende da classificação do resíduo e das regras sanitárias específicas.
- B)os RSS gerados pelos serviços de atenção domiciliar devem ser acondicionados e recolhidos pelos próprios agentes de atendimento ou por pessoa treinada para a atividade.
Certa, porque os resíduos da atenção domiciliar devem ser acondicionados e recolhidos pelos próprios agentes de atendimento ou por pessoa treinada, conforme a lógica de gerenciamento desses resíduos.
- C)recipientes de coleta devem ser adesivados quanto à periculosidade específica de cada grupo de RSS.
Errada, porque a identificação dos recipientes não é feita por "adesivo de periculosidade" de forma genérica, mas por rotulagem/sinalização conforme o grupo e a classificação do resíduo.
- D)as caixas de acondicionamento de RSS devem ser substituídas ao atingirem metade de sua capacidade.
Errada, porque a substituição do recipiente não ocorre ao atingir metade da capacidade; a regra é o limite seguro de enchimento previsto para cada tipo de coletor, geralmente muito além disso e sem ultrapassar o limite indicado.
- E)os recipientes de coleta de RSS podem ser reaproveitados, caso estejam secos.
Errada, porque recipiente de coleta de RSS não pode ser reaproveitado apenas por estar seco; recipientes e embalagens seguem regras rígidas de uso, descarte e, quando aplicável, reprocessamento autorizado.
Gabarito: B
O manejo dos resíduos de serviços de saúde (RSS) segue regras bem específicas porque nem todo lixo de hospital é "lixo comum". A ideia central é reduzir risco de contaminação, proteger quem manipula o material e evitar descarte inadequado. Na prática, isso envolve segregação, acondicionamento, identificação, transporte interno, armazenamento e destinação final, tudo conforme o PGRSS e a RDC ANVISA nº 222/2018, além das normas do CONAMA. No caso dos serviços de atenção domiciliar, a regra é diferente da de um hospital tradicional: os resíduos gerados devem ser acondicionados e recolhidos pelos próprios agentes de atendimento ou por pessoa treinada para essa atividade. Isso faz sentido porque, no atendimento em casa, muitas vezes não existe a mesma estrutura física de coleta interna disponível em unidade de saúde, então a responsabilidade operacional precisa ser de quem executa a assistência ou de alguém capacitado para isso. As demais alternativas tentam confundir você com ideias genéricas ou antigas sobre descarte. Em RSS, não vale improvisar: caixa, saco, recipiente e identificação precisam obedecer ao tipo de resíduo e ao grupo ao qual ele pertence. Também não existe essa lógica de "reaproveitar porque estava seco". Em biossegurança, seco não significa seguro. Portanto, o gabarito é a letra B porque ela reproduz a orientação normativa para os resíduos gerados na atenção domiciliar, que devem ser acondicionados e recolhidos pelos próprios agentes de atendimento ou por pessoa treinada. É a cara das provas CESPE/CEBRASPE: uma alternativa correta, técnica e bem específica no meio de outras que parecem plausíveis, mas escorregam no detalhe.