Acerca do tromboembolismo venoso, assinale a opção correta.
- A)A trombose venosa profunda é considerada afecção rara e de baixa gravidade.
Errada, porque a TVP é relativamente frequente e potencialmente grave, não uma afecção rara e de baixa gravidade.
- B)A medição do D-dímero apresenta alta sensibilidade e baixa especificidade para o diagnóstico de tromboembolismo venoso.
Certa, porque o D-dímero tem alta sensibilidade e baixa especificidade para TEV, sendo mais útil para excluir do que para confirmar.
- C)A maioria dos pacientes, que apresentam o primeiro episódio de tromboembolismo venoso, não possuem quadro clínico prévio que justifique a afecção.
Errada, porque muitos casos de TEV são classificados como não provocados, mas isso não significa que a maioria não tenha qualquer fator clínico ou de risco associado.
- D)O diagnóstico clínico de trombose venosa profunda tem alta sensibilidade, mas baixa especificidade.
Errada, porque o quadro clínico de TVP é inespecífico e, portanto, não tem alta sensibilidade e baixa especificidade ao mesmo tempo.
- E)A trombose venosa profunda das veias femorais ou poplítea é classificada como distal.
Errada, porque trombose em veias femorais ou poplítea é considerada TVP proximal, não distal.
Gabarito: B
O tromboembolismo venoso (TEV) inclui principalmente a trombose venosa profunda (TVP) e a embolia pulmonar. Na prática, ele é mais comum do que parece e pode ser grave, porque um trombo na perna pode migrar para os pulmões e causar uma embolia pulmonar. Ou seja: não é uma doença rara nem “leve”, e o concurso adora testar isso com pegadinhas simpáticas, mas traiçoeiras. Quando você suspeita de TEV, o D-dímero ajuda bastante como exame de triagem. Ele é muito sensível, então um resultado negativo, em contexto clínico de baixa ou moderada probabilidade, ajuda a afastar o diagnóstico. O problema é que ele é pouco específico: sobe em várias situações além do TEV, como inflamação, infecção, pós-operatório, gestação e idade avançada. Por isso, a banca cobra exatamente essa ideia da alternativa B. Já o diagnóstico clínico isolado de TVP não é confiável para “fechar” o caso, porque os sinais e sintomas são inespecíficos: dor, edema, calor e empastamento podem aparecer em várias outras condições. Assim, a clínica tem utilidade para levantar suspeita e orientar o uso de escores de probabilidade, mas não tem alta especificidade como sugere uma das alternativas. Outro ponto clássico é a localização: TVP proximal acomete veias poplítea e femoral, e a distal fica abaixo da poplítea, em veias da panturrilha. Então, sempre que a questão misturar proximal com distal, vale acender a luz amarela. Em resumo: D-dímero é útil para excluir, não para confirmar, e foi justamente por isso que a letra B está correta.