Homem de 65 anos — tabagista de 60 maços/ano, com história de pai falecido aos 45 anos — com neoplasia maligna de pulmão, apresenta achado incidental de nódulo sólido de 7mm no maior diâmetro em lobo inferior direito (LID) de hemitórax esquerdo na tomografia computadorizada (TC) de tórax. Não apresenta outros achados ou sintomas relevantes. Na sequência diagnóstica, sugere-se realizar TC de controle:
- A)em 3 meses, Pet-Scan ou biópsia da lesão
Errada, porque PET-Scan ou biópsia não são a primeira conduta para nódulo sólido de 7 mm, já que a melhor estratégia inicial é seguimento tomográfico.
- B)em 3 meses; se a lesão estiver estável, repetir imagem em 12 meses
Errada, porque o intervalo inicial de 3 meses é mais compatível com nódulos maiores ou achados mais suspeitos, e não com um nódulo sólido de 7 mm apenas incidental.
- C)entre 6 a 12 meses; se a lesão estiver estável, repetir entre 18 a 24 meses
Certa, porque para nódulo sólido de 6 a 8 mm em paciente de alto risco a recomendação é TC em 6 a 12 meses e, se estável, nova imagem em 18 a 24 meses.
- D)em 12 meses; se a lesão estiver estável, seguir follow up sem nova imagem
Errada, porque 12 meses isoladamente é pouco para encerrar o seguimento de um nódulo sólido nessa faixa em paciente de alto risco.
Gabarito: C
Quando a tomografia encontra um nódulo pulmonar sólido pequeno e incidental, o passo seguinte depende muito do tamanho e do risco do paciente. Aqui, o homem tem 65 anos, tabagismo pesado e histórico familiar relevante, então ele entra no grupo de maior risco para neoplasia. Em nódulos sólidos entre 6 e 8 mm em paciente de alto risco, a conduta não é partir direto para PET ou biópsia: o mais indicado é acompanhamento tomográfico programado. A lógica é simples: nódulos nessa faixa ainda têm probabilidade intermediária de malignidade, mas muitos são benignos e podem ser apenas observados com segurança. A orientação clássica dos critérios de Fleischner para nódulo sólido de 6-8 mm em paciente de alto risco é repetir TC entre 6 e 12 meses e, se estiver estável, nova TC entre 18 e 24 meses. É exatamente esse o raciocínio cobrado na questão. O PET-CT costuma render mal em nódulos muito pequenos, porque a resolução não ajuda tanto e o risco de falso-negativo aumenta. Biópsia também não costuma ser a primeira escolha em lesões tão pequenas, salvo situações muito particulares. Ou seja: aqui o concurso quer que voce pense em vigilância por imagem, não em sair correndo para procedimento invasivo. Resumo de prova: nódulo sólido de 7 mm em paciente de alto risco = controle com TC em 6 a 12 meses e, se estável, repetir em 18 a 24 meses. Isso é o padrão doutrinário difundido pelos critérios de Fleischner para nódulos pulmonares incidentais.