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Medicina · CEPERJ · 2021

Questão comentada de Medicina

Um paciente submetido à ressecção de um adenocarcinoma da cabeça do pâncreas apresentou o diagnóstico de fístula pancreática pós-operatória, pois a mensuração da amilase no líquido coletado pelo dreno abdominal foi maior que a dosagem plasmática, no seguinte número de vezes:

Gabarito: A

A fístula pancreática pós-operatória é uma complicação clássica após cirurgias do pâncreas, especialmente depois de ressecções como a duodenopancreatectomia. O raciocínio é simples: se o líquido do dreno tem amilase em quantidade bem maior do que o sangue, isso sugere vazamento de secreção pancreática para fora do trato digestivo. O critério mais cobrado vem da definição do International Study Group on Pancreatic Fistula (ISGPF): considera-se fístula pancreática quando a amilase no líquido drenado é maior que 3 vezes o limite superior da amilase sérica, a partir do 3º dia pós-operatório. Então, não é “qualquer aumento”, nem precisa ser uma diferença absurda - o ponto de corte é 3 vezes. Por isso, o gabarito é a alternativa A. A banca costuma cobrar esse número exato porque ele muda a conduta e a classificação da complicação, então vale decorar como fórmula de prova: amilase no dreno > 3 vezes a amilase sérica, no pós-operatório adequado. Na prática, esse achado exige atenção para manejo do dreno, suporte clínico e vigilância de complicações como abscesso e sepse. Em concurso, porém, o que importa é não escorregar no detalhe: o número mágico é 3.

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