Um paciente de 72 anos, com diagnóstico de doença arterial periférica, é encaminhado ao cirurgião vascular para avaliação e tratamento. Considerando as opções terapêuticas disponíveis, a principal intervenção cirúrgica indicada nesse caso é:
- A)Amputação de membro inferior.
Errada, porque amputação não é a primeira escolha na doença arterial periférica e só entra quando não há possibilidade de revascularização ou há destruição irreversível do membro.
- B)Tromboembolectomia.
Errada, porque tromboembolectomia é mais indicada para obstrução aguda por trombo ou êmbolo, não para o manejo típico da doença arterial periférica crônica.
- C)Endarterectomia carotídea.
Errada, porque endarterectomia carotídea trata estenose de carótida e prevenção de AVC, não doença arterial dos membros inferiores.
- D)Angioplastia com stent.
Pode ser usada em alguns casos de doença arterial periférica, mas não é a principal resposta clássica esperada quando a questão cobra a intervenção cirúrgica de revascularização mais típica.
- E)Bypass arterial.
Certa, porque o bypass arterial é a cirurgia de revascularização indicada para desviar o fluxo ao redor da obstrução na doença arterial periférica.
Gabarito: E
A doença arterial periférica acontece quando as artérias das pernas ficam estreitadas ou obstruídas, reduzindo a chegada de sangue ao membro. Isso costuma causar dor ao caminhar, frio, palidez e, nos casos mais graves, feridas que não cicatrizam ou dor em repouso. Quando o tratamento clínico e os procedimentos menos invasivos não resolvem, a ideia central é restaurar o fluxo sanguíneo para salvar o membro e melhorar a marcha. Nessa situação, a intervenção cirúrgica clássica é o bypass arterial, isto é, a criação de uma ponte ao redor do segmento obstruído usando um enxerto. É como fazer um desvio para o sangue chegar onde estava difícil passar. Esse procedimento é muito usado em doença arterial periférica com obstrução importante, especialmente quando há isquemia significativa ou lesão extensa. A angioplastia com stent também pode ser usada em alguns casos, principalmente em lesões mais favoráveis, mas a banca pediu a principal intervenção cirúrgica indicada de forma geral, e aí o raciocínio cai na revascularização por bypass. Amputação fica reservada para situações extremas, quando não há possibilidade de salvar o membro ou há necrose/infeção irreversível. Em resumo: doença arterial periférica grave pede revascularização, e o bypass arterial é o grande nome quando se fala em cirurgia para contornar a obstrução. A lógica é simples: se o caminho está fechado, o corpo agradece um novo trajeto.